Subvenção ao diesel alivia custos e inclui GLP; veja impacto
Subvenção ao diesel ganha reforço federal de até R$ 1,20 por litro para importação e R$ 0,32 por litro para produção nacional, medida que busca conter o salto nos combustíveis após a crise no Oriente Médio e aliviar o caixa de produtores rurais em plena reta final de safra.
Pacote combina incentivos para importadores e refinarias
A Medida Provisória assinada nesta segunda-feira (6) cria duas frentes de apoio. A primeira transfere R$ 1,20 por litro aos importadores de diesel rodoviário, com metade do valor (R$ 0,60) bancada pelos estados que aderirem. A segunda adiciona nova ajuda direta aos refinadores nacionais, somando-se ao subsídio de R$ 0,32 já vigente desde março. Juntas, as ações movimentam R$ 7 bilhões em até dois meses e podem ser prorrogadas pelo mesmo período.
O governo condicionou o benefício ao aumento do volume vendido aos distribuidores e ao repasse integral do desconto na bomba. Até agora, 25 unidades da federação confirmaram participação; apenas Rio de Janeiro e Rondônia ficaram de fora.
Por que isso importa para o campo
Diesel responde por até 35% dos custos diretos em operações mecanizadas, segundo a Secretaria de Política Agrícola do MAPA. Uma queda de R$ 1,20 por litro pode representar economia superior a R$ 100 por hectare em culturas intensivas em tração, como soja e milho de segunda safra. Na prática, o alívio chega no momento crítico de colheita, transporte e preparação de solo para a próxima temporada.
GLP, biodiesel e aviação entram na mesma MP
O texto também autoriza subvenção de R$ 850 por tonelada de GLP importado, com orçamento de R$ 330 milhões, reduzindo o preço do botijão justamente quando famílias rurais sentem o peso da inflação energética. Para tornar o biodiesel mais competitivo no blend B15, PIS e Cofins foram zerados, barateando o combustível em R$ 0,02 por litro.
No setor aéreo, afetado pelo reajuste de 54,6% no querosene, duas linhas de crédito emergenciais somam R$ 3,5 bilhões. Além disso, decreto elimina tributos federais sobre o QAV, reduzindo R$ 0,07 por litro — movimento que tende a conter repasses nos fretes aéreos de produtos perecíveis e insumos de alto valor.
Quando começa e quem paga a conta
As subvenções valem para abril e maio de 2026, com possibilidade de extensão. Do total previsto para o diesel importado, R$ 2 bilhões saem do Tesouro e outros R$ 2 bilhões dos cofres estaduais. Já o incentivo ao diesel nacional, orçado em R$ 3 bilhões por mês, será custeado integralmente pela União.
O Planalto garante monitoramento semanal para verificar se o desconto chega ao consumidor. Produtores que compram combustível a granel devem cobrar a nota fiscal com preço ajustado, evitando que elos intermediários absorvam parte do benefício.
Com o combustível no centro da rentabilidade agrícola, acompanhar mudanças de taxação e subsídios tornou-se essencial para o planejamento de safra. Para seguir analisando medidas que impactam custos, acesse nossa editoria de lavoura digital e econômica.
Crédito da imagem: Canalrural Fonte: Canalrural
