Inovação Agro

Robótica agrícola: AgriPass leva capina seletiva acessível

Robótica agrícola avança com a israelense AgriPass, que traz ao produtor um robô capaz de arrancar ervas daninhas uma a uma, imitando a precisão da mão humana e prometendo retorno sobre o investimento em até um ano para lavouras orgânicas.

Capina de “mãos” robóticas guiadas por inteligência artificial

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Diferente de soluções que queimam ou eletrocutam plantas indesejadas, a AgriPass usa braços robóticos independentes para puxar o mato, preservando mudas e a estrutura do solo. A IA embarcada analisa em tempo real espécie, umidade do terreno e distância entre culturas, ajustando profundidade e força do puxão — algo que, segundo a CEO Liron Cohen Yanay, “repete o julgamento de um capinador experiente”.

O treinamento do algoritmo, que no início levava meses, hoje é concluído em poucos dias graças a técnicas de anotação automática de imagens. Isso acelera a adaptação a novos cultivos: o sistema já opera em brássicas, tomates, abóboras e melões, com cenouras e cebolas na fila.

Pesquisa da Embrapa confirma que a adoção de robôs de manejo cresce justamente em culturas intensivas em mão de obra, reforçando o espaço para tecnologias como a da AgriPass.

Preço abaixo de US$ 200 mil e payback rápido

Voltada a pequenos e médios produtores de hortaliças de alto valor, a máquina sai por menos de US$ 200 mil. Nos sistemas orgânicos, onde o custo predominante é a mão de obra, a startup estima retorno em até 12 meses. Já em propriedades convencionais, o prazo médio varia de dois a três anos, considerando a economia de herbicidas e horas de trator.

O modelo de negócios inclui venda direta do equipamento e uma assinatura opcional para acesso a dados de exceções de campo — alertas sobre novas espécies daninhas ou estresse das plantas. Para escalar, a estratégia passa por parcerias com fabricantes regionais: a europeia Fyeld Group já fornece chassi e distribuição; acordos similares estão em negociação nos EUA e na América Latina.

Três unidades piloto operam hoje em Itália, Geórgia e Califórnia, seguindo a safra onde ela estiver. A empresa chama esse estágio de “ag robótica 2.0”: foco em resolver um problema específico sem depender, por ora, de veículos totalmente autônomos ou motores proprietários.





Ferramentas de gestão por dados e robótica, como a da AgriPass, mostram como a automação pode cortar custos e aumentar a previsibilidade da lavoura. Para acompanhar outras aplicações de robôs, sensores e análise operacional no agro, visite nossa editoria de agrorrobótica e gestão de dados.

Crédito da imagem: Agfundernews Fonte: Agfundernews

Francisco devruk

Francisco

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