Robô de classificação óptica ganha versão maior e separa 3 fluxos
Robô de classificação óptica QualityGrader, da holandesa Flikweert Vision, chega ao campo em versão de 1,5 m de largura, capaz de processar até 30 t/h e separar batatas ou cebolas em três fluxos distintos, mudança que promete cortar mão de obra na linha de inspeção e dar mais precisão à pós-colheita.
O que muda com a nova largura de 1,5 m
Até agora, o QualityGrader era oferecido apenas com 1 m de largura. A ampliação para 1,5 m eleva a produtividade sem exigir espaço extra de operadores, já que o sistema continua totalmente automatizado. O ganho prático é simples: mais produto analisado por hora e menos gargalo no recebimento ou na expedição.
A versão maior mantém as câmeras que checam defeitos visuais e acrescenta um segundo módulo de ejeção. Dessa forma, o equipamento cria três saídas: uma para tubérculos aprovados e duas que podem ser configuradas para diferentes níveis de rejeição. Na prática, o produtor pode separar, por exemplo, defeitos leves de danos severos, facilitando o destino de cada lote.
Software evolui e abre caminho para seleção por calibre
Segundo a fabricante, o algoritmo de visão computacional continua avançando e, em breve, também classificará as hortaliças por tamanho. Esse passo pode eliminar mais uma etapa manual da cadeia, reduzindo custos de triagem e acelerando a padronização exigida por clientes industriais ou de varejo.
De acordo com estimativas internas, a capacidade do modelo de 1,5 m chega a 30 t/h, variando conforme o diâmetro médio do produto. A automação reforça tendências de pós-colheita apontadas por instituições como a Embrapa, que destaca redução de perdas e ganho de eficiência quando sensores substituem a inspeção visual humana.
Expansão global e roteiro de demonstração em julho
Lançado há cinco anos, o QualityGrader soma hoje mais de 450 unidades operando em 20 países. A expectativa da Flikweert Vision é ultrapassar 650 robôs instalados até dezembro. Para impulsionar as vendas, a empresa inicia em julho um demo tour que passará por Holanda, Reino Unido, Alemanha e França, permitindo que produtores testem o equipamento em linha.
O detalhe que mais chama atenção é a velocidade de adoção: o parque instalado praticamente dobrará em um único ano, sinal de que a automação de classificação está ganhando escala e se tornando alternativa viável mesmo para estruturas de menor porte.
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Crédito da imagem: Futurefarming Fonte: Futurefarming
