Agrorobótica e Gestão de Dados

Ricardo Mussa assume Flying Rivers Capital focada em baixo carbono

Ricardo Mussa acaba de se tornar sócio e co-líder da Flying Rivers Capital, gestora criada em 2023 para financiar projetos de descarbonização. A movimentação, anunciada nesta quarta-feira (8/4), reforça a oferta de capital para iniciativas de baixo carbono no momento em que o agronegócio busca novas fontes de eficiência e rentabilidade com pegada ambiental menor.

Experiência da Raízen desembarca em gestora climática

Publicidade

Ex-CEO da Raízen, braço sucroenergético do Grupo Cosan, Mussa ficou marcado pela defesa do etanol de segunda geração, cuja emissão de CO₂ é até 80% inferior à da gasolina. Desde que deixou a companhia, o executivo liderava a SB COP 30, coalizão empresarial criada pela CNI para influenciar a conferência da ONU realizada em Belém no fim de 2023. Agora, ele transfere esse know-how para uma casa alinhada às suas convicções em transição energética.

“Nosso foco é acelerar a execução e estruturar ativos investíveis em escala, capazes de posicionar o Brasil na nova economia”, afirmou Mussa ao assumir o posto ao lado da fundadora Luciana Antonini Ribeiro.

Gestora já nasce com R$ 1 bi e portfólio diversificado

Resultado de uma cisão da vertical de clima da eB Capital, a Flying Rivers Capital estreou com R$ 1 bilhão sob gestão e aposta em empresas que convertem resíduos em valor ou reduzem emissões. Entre as investidas estão:

  • Bioo – plataforma de biometano que recebeu R$ 148,5 milhões via Fundo Clima do BNDES;
  • Cirklo – recicladora de PET que captou R$ 260 milhões em debêntures verdes;
  • Blue Health – locação e manutenção de equipamentos médicos com viés sustentável.

A gestora também teve um de seus fundos aprovado em edital do BNDES para projetos climáticos, que pode injetar até R$ 500 milhões extras em veículos voltados à economia de baixo carbono.

O que muda na prática para o agro

Para produtores rurais e empresas da cadeia, a entrada de Mussa pode destravar recursos para tecnologias como bioenergia, fertilizantes de menor emissão ou logística verde. Na prática, isso significa:

  • Mais capital de longo prazo para projetos que reduzam custos de combustível e aumentem a competitividade da agroindústria;
  • Acesso facilitado a instrumentos financeiros verdes, tendência que ganha força em mercados internacionais de commodities;
  • Escala de inovação em bioinsumos, biometano e reciclagem de resíduos agrícolas, ampliando opções de receita e mitigação de risco climático.

O movimento acontece num momento em que investidores exigem rastreabilidade de carbono e governos apertam metas de emissões, reforçando a necessidade de soluções que combinem produtividade, eficiência econômica e impacto ambiental positivo.

Conselho consultivo reúne pesos-pesados da transição

Para apoiar a estratégia, a Flying Rivers criou um board consultivo que inclui nomes como Marina Cançado (Converge Capital), Luisa Palacios (Universidade Columbia) e Fernando Musa (ex-Braskem). A diversidade de perfis energéticos e financeiros deve acelerar a originação de projetos “prontos para receber cheques grandes”, nas palavras da gestora.

Movimentos como o de Mussa sinalizam que o capital está cada vez mais disposto a financiar eficiência ambiental no campo. Siga nossa editoria de gestão econômica da lavoura para acompanhar como a agenda de baixo carbono pode turbinar competitividade e receita no agro.

Crédito da imagem: Agfeed Fonte: Agfeed

Francisco devruk

Amiltom

Transformando visão em realidade através da dedicação, da técnica e do compromisso com a excelência

Bloqueador de Anúncios Ativado!

Por favos desligue o Bloqueador de Anúncios. Nosso blog sobrevive graças aos anúncios exibidos aqui.