Produção sustentável de batata corta 40% das emissões no campo
Produção sustentável de batata ganha força no Brasil com um pacote tecnológico que une fertilizantes de baixo carbono, manejo de precisão e parceria entre campo e indústria, baixando até 40% das emissões de gases de efeito estufa sem sacrificar produtividade nem rentabilidade.
Fertilizante de baixo carbono impulsiona rendimento
Em Palmas (PR), seis produtores cultivaram cerca de 130 hectares usando o portfólio Climate Choice, da Yara Brasil, formulado para liberar menos óxidos de nitrogênio e reduzir perdas por volatilização. Segundo a gerente de sustentabilidade da companhia, Francielle Bertotto, o resultado é monitorado pela plataforma Cool Farm Tool, alinhada ao GHG Protocol. A ferramenta confirma a queda média de 40% na pegada de carbono em comparação com o adubo convencional.
O produtor Sérgio Soczek, quarta geração de bataticultores na região, relata ganho triplo: “a conta fecha porque o insumo ajuda a cortar custos de aplicação, mantém o calibre da batata e eleva o teor de matéria seca, requisito pago a mais pela indústria”. Esse teor maior significa fritura mais seca e, portanto, menor absorção de óleo nos snacks, ponto valorizado pelas processadoras.
Aliança campo-indústria reduz custos e emissões
A PepsiCo banca hoje a diferença de preço entre o fertilizante tradicional e o de menor carbono, movimento alinhado à meta global da empresa de reduzir em 30% suas emissões totais até 2030. Do lado fabril, a mesma estratégia inclui uso de biometano, tratamento de efluentes e zero descarte em aterros. A planta processa mais de 700 t de batata por dia, reforçando escala para diluir investimento ambiental.
Ao comprovar viabilidade em lavouras comerciais, o projeto sinaliza tendência de mercado: cadeias que rastreiam carbono do insumo ao pacote final podem garantir contratos premium e acesso a programas de crédito verde. “Quem medir hoje sai na frente quando vier exigência regulatória”, resume Bertotto.
O que muda na prática para o produtor de batata
Na ponta da lavoura, as principais vantagens relatadas são:
- Redução direta de custo operacional com menor número de aplicações.
- Maior estabilidade de produtividade, mesmo em variações de clima.
- Potencial de bonificação por teor de matéria seca e por rastreabilidade de carbono.
Para produtores que planejam adotar o modelo, a Embrapa Batata (veja detalhes técnicos) recomenda análise de solo detalhada, calibração de doses e registro de emissões desde o plantio para comprovar resultados perante compradores e fundos de financiamento climático.
Projetos que unem eficiência econômica e corte de emissões reforçam a tendência de lavoura digital e econômica; acompanhe a editoria para mais estratégias que aumentam rentabilidade e sustentam competitividade no campo.
Crédito da imagem: Canalrural Fonte: Canalrural
