Produção de ração animal cresce 3% em 2025 e sinaliza nova alta
Produção de ração animal no Brasil fechou 2025 com 94 milhões de toneladas, 3% acima do volume do ano anterior. O avanço acompanha a retomada das cadeias de proteína animal, a queda no custo dos grãos e reforça, na prática, a importância da nutrição para produtividade e eficiência na pecuária e na aquicultura.
Custos menores destravam ritmo de crescimento
Após um 2024 marcado pela volatilidade de milho e soja, principais componentes das fórmulas, a indústria voltou a ganhar tração. Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) indicam que a normalização dos preços das matérias-primas e o câmbio mais estável derrubaram o custo médio por tonelada, estimulando produtores a aumentar pedidos e melhorar a conversão alimentar no campo.
Aves, suínos e bovinos lideram a demanda
A avicultura de corte consumiu 37,85 milhões de toneladas, alta de 2,5%, refletindo o incremento de 3,1% no abate de frangos, segundo dados do IBGE. Já a ração para galinhas poedeiras subiu 3,5%, acompanhando o aumento de 5,6% na produção de ovos e consolidando o ovo como alternativa de proteína mais acessível ao consumidor.
Na suinocultura, a recuperação pós-crise ficou evidente: 22,5 milhões de toneladas (+4,2%) foram destinadas ao setor, apoiadas pelo avanço de 4,3% nos abates. Para o produtor, a oferta regular de ração com custo menor ajuda a estabilizar margens e planejar lotes maiores.
A bovinocultura de corte registrou o salto mais expressivo, impulsionada pelo confinamento: 7,76 milhões de toneladas (+7,5%). O número de animais terminados em cocho saltou 16% em 2025, reforçando a tendência de intensificação e necessidade de dietas balanceadas para ganho de peso acelerado.
Leite, peixes e pets continuam em rota de expansão
Na pecuária leiteira, o consumo de ração avançou 7,9%, chegando a 7,66 milhões de toneladas e acompanhando o crescimento de 8% na captação formal de leite. Já a aquicultura demandou 1,9 milhão de toneladas (+5,3%), com a tilápia mantendo liderança nas espécies cultivadas.
No mercado pet, ainda que mais moderado, o movimento segue positivo: 4,04 milhões de toneladas em 2025, apoiado pela busca dos tutores por dietas premium e funcionais.
Projeção 2026: 97 milhões de toneladas à vista
O Sindirações projeta que a oferta total alcance 97 milhões de toneladas em 2026. A avicultura de corte deve responder por 39,1 milhões, enquanto suínos podem atingir 23,1 milhões. O confinamento bovino tende a ganhar escala e a aquicultura pode romper a marca de 2 milhões de toneladas de ração. O sindicato, contudo, monitora possíveis impactos de barreiras comerciais, como a salvaguarda chinesa sobre carne bovina, no ritmo de expansão.
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Crédito da imagem: Globorural.globo Fonte: Globorural.globo
