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Preços do açúcar seguem firmes a R$106; início da safra limita oferta

Preços do açúcar permanecem em torno de R$ 106 por saca no mercado spot paulista no início de abril, segundo o Cepea, graças ao início da safra 2026/27 que deslocou parte da produção para o açúcar VHP e enxugou a oferta de cristal.

Foco das usinas em VHP enxuga estoque de cristal

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Pesquisadores do Cepea explicam que, com as moagens recém-iniciadas, diversas usinas priorizaram o Very High Polarization (VHP) voltado à exportação. O movimento reduziu a disponibilidade de açúcar cristal no mercado interno, sustentando as cotações mesmo em um período historicamente marcado por maior oferta.

Na maior parte da primeira semana de abril, as oscilações foram mínimas, mas uma leve reação na sexta-feira levou o preço médio a encostar nos R$ 106/sc. Para o produtor ou gestor que vende no spot, o cenário indica uma janela de comercialização com menor pressão baixista do que se costumava observar nos inícios de safra.

Compradores ainda testam o mercado com aquisições pontuais

Do lado da demanda, o interesse continua restrito a volumes para recomposição de estoques. Indústrias alimentícias e atacadistas se mantêm cautelosos, limitando negociações a lotes menores. Na prática, isso significa fluxo de caixa mais controlado para usinas, que não veem necessidade de baixar preço para girar a mercadoria.

Esse compasso de espera ajuda a explicar por que, mesmo com moagem crescente, não houve queda relevante nas cotações. Caso a procura interna avance nas próximas semanas—algo comum antes de datas de maior consumo—o preço pode ganhar sustentação adicional.

Mercado externo: oferta abundante, mas cenário geopolítico adiciona risco

No front internacional, a abundância de cana em origens asiáticas e o reposicionamento logístico após eventos climáticos garantem elevado estoque global. Ainda assim, incertezas energéticas e tensões geopolíticas mantêm a volatilidade nas bolsas de Nova York e Londres, onde o VHP é balizador para o cristal brasileiro.

Para quem acompanha exportação ou contratos futuros, o detalhe mais relevante é a correlação entre petróleo e açúcar. Se o barril avançar, aumenta a chance de mais cana voltar ao etanol, o que pode enxugar a oferta de açúcar e, por consequência, sustentar preços locais.

Nos próximos dias, o mercado monitora ritmo de moagem nas principais usinas do Centro-Sul e eventual mudança no comportamento dos compradores. Para seguir acompanhando análises sobre custos, rentabilidade e tendências de mercado no agro, visite nossa editoria de lavoura digital e econômica.

Crédito da imagem: Canalrural Fonte: Canalrural

Francisco devruk

Francisco

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