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Preço do café recua em NY apesar de tensão no Estreito de Ormuz

Preço do café voltou a cair na Bolsa de Nova York na manhã desta terça-feira, 21/4, mesmo após o novo fechamento do Estreito de Ormuz. O contrato julho/2026 recua 2%, cotado a 2,8185 ¢/libra-peso. Para produtores e exportadores brasileiros, o movimento reforça a necessidade de atenção à gestão de risco, pois a oferta recorde prevista para 2026 continua superando a pressão altista gerada pelos custos logísticos.

Safra brasileira recorde pesa mais que frete caro

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Segundo analistas da Barchart, o principal fator baixista é a expectativa de colheita histórica no Brasil. Com clima favorável e manejo intensificado, o país deve entregar o maior volume de café da série, ampliando a oferta global. O próprio levantamento da Conab já vinha sinalizando avanço significativo de área e produtividade.

Ao mesmo tempo, o bloqueio no Estreito de Ormuz, corredor vital para combustíveis e insumos, elevou fretes marítimos e adicionou volatilidade. Ainda assim, a sinalização de abundância no lado da produção foi suficiente para manter vendedores ativos, pressionando cotações nesta abertura de pregão.

Cacau, açúcar, algodão e suco seguem rumos distintos

O cacau também recua: julho/2026 desvaloriza 1,24%, a US$ 3.350/t, refletindo demanda global mais fraca após alta pontual gerada pelo mesmo bloqueio. Já o açúcar opera praticamente estável, com alta discreta de 0,07%, negociado a 13,65 ¢/libra-peso.

No algodão, o ajuste é levemente negativo (-0,24%), posicionando julho/2026 em 79,86 ¢/libra-peso. Em sentido contrário, o suco de laranja concentrado e congelado avança 0,99%, alcançando 1,7885 $/libra-peso, sustentado por oferta mais justa e expectativa de consumo firme nos EUA.

O que muda na prática para quem comercializa grãos e fibras

Para o cafeicultor que ainda não travou preços, a combinação de oferta alta e custos logísticos incertos recomenda avaliar hedge parcial, evitando exposição total a oscilações futuras. No cacau, o sinal de demanda fraca exige atenção de exportadores da Bahia e do Pará a possíveis reajustes de prêmios.

Quem atua com açúcar e algodão encontra cenário de estabilidade, mas deve monitorar o comportamento dos combustíveis — qualquer nova escalada no frete marítimo tende a refletir rapidamente nesses mercados. Já produtores de citros observam um momento de firmeza que pode favorecer novas vendas antecipadas.

O detalhe que mais chama atenção é a predominância do fundamento de oferta sobre o risco geopolítico imediato, reforçando a importância de acompanhar previsões de safra, custos de transporte e liquidez nos contratos futuros. Para seguir analisando como preços, eficiência de custos e planejamento impactam o resultado no campo, visite nossa editoria de lavoura digital e economia rural.

Crédito da imagem: Globorural.globo Fonte: Globorural.globo

Francisco devruk

Francisco

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