Preço da soja reage em Chicago após recorde de esmagamento
Preço da soja voltou a ganhar fôlego na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (15/4) depois que o esmagamento nos Estados Unidos atingiu 6,15 milhões de toneladas em março, o maior volume para o mês em cinco anos, segundo a associação de processadores NOPA. O dado reforça a demanda doméstica pelo grão e acendeu alerta de oportunidade — ou risco — para quem ainda não travou preço.
Esmagamento recorde dá fôlego às cotações
Apesar de os contratos para maio terem encerrado 0,78 % mais baixos, a US$ 11,67/bushel, analistas apontam que a consistência do consumo interno nos EUA sustenta o sentimento de alta. A expectativa era de 6,2 milhões t, mas o resultado efetivo, 18 % acima do registrado em março de 2025 (5,2 milhões t), manteve a percepção de mercado apertado. Para a consultoria Royal Rural, “veio abaixo do projetado, mas ainda muito forte no comparativo anual”, explicando a reação positiva ao longo do pregão.
O processamento firme indica margens saudáveis para as indústrias de óleo e farelo e sinaliza ao produtor brasileiro que novas janelas de venda podem surgir. A confirmação de demanda consistente também limita quedas mais fortes em meio à colheita sul-americana.
Mais detalhes sobre o consumo de soja e derivados podem ser conferidos no Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), referência global para estatísticas do setor.
Milho avança com debate sobre etanol e clima chuvoso
No mesmo pregão, o milho para maio subiu 1,86 %, fechando em US$ 4,5125/bushel. Duas razões puxaram o grão: o projeto no Congresso americano que eleva para 15 % a mistura de etanol na gasolina, o que expande a demanda por milho industrial, e previsões de chuvas abundantes nos próximos 30 dias. O excesso de umidade pode atrasar o plantio e gerar ajuste de oferta, mas também melhora o perfil de solo para a safra 2026/27.
Trigo acompanha, porém com alta discreta
O trigo fechou em leve alta de 0,30 %, cotado a US$ 5,9375/bushel. A movimentação reflete compras técnicas e expectativa de oferta estável, sem o mesmo impulso fundamental observado em soja e milho.
Para quem monitora custos e oportunidades de venda, o ponto de atenção segue sendo a força da demanda interna norte-americana e o avanço do plantio nas regiões produtoras. Acompanhe nossa editoria de produtividade e economia no campo para entender como esses movimentos podem influenciar a rentabilidade da próxima safra.
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