Preço da carne de frango volta a subir e iguala fevereiro
Preço da carne de frango registra nova arrancada no início de abril, recuperando as perdas de março e voltando ao patamar observado em fevereiro, movimento atribuído a reajustes de frete e ao típico aumento da procura no começo do mês, segundo o Cepea.
Valores voltam a superar R$ 7,30 por quilo em São Paulo
No atacado da Grande São Paulo, o indicador Cepea/Esalq mostra o frango congelado a R$ 7,32/kg e o resfriado a R$ 7,33/kg nesta quinta-feira (9/4). Os avanços de 1,10% e 0,83%, respectivamente, ocorreram em apenas nove dias, devolvendo a queda que havia pressionado o mercado interno em março.
O ajuste de preços dos fretes, provocado pela alta dos combustíveis, encareceu o transporte da mercadoria e ajudou a sustentar o repasse ao consumidor. Junto disso, o recebimento de salários e benefícios no início do mês elevou as compras no varejo, reforçando a reação do mercado.
Exportação recorde sustenta confiança do setor
Mesmo em meio a um cenário geopolítico incerto, o Brasil embarcou 1,45 milhão de toneladas de carne de frango no primeiro trimestre de 2026, novo recorde histórico e 0,7% acima do volume de 2025, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O bom desempenho externo reduz excedentes internos e reforça o piso de preços domésticos.
Para o produtor, o resultado positivo lá fora sinaliza demanda consistente e ajuda a compensar custos variáveis, notadamente ração e energia. Já para frigoríficos, a combinação de câmbio favorável e mercado internacional aquecido cria espaço para manter margens, mesmo com o incremento dos fretes internos.
O que muda na prática para a operação no campo
Na prática, a valorização atual:
- melhora a receita do integrador, reduzindo o risco de aperto de caixa após o recuo de março;
- reforça o planejamento de alojamento de pintos, já que o sinal de demanda permite escalonar produção sem excesso;
- exige atenção à logística: com frete mais caro, otimizar rotas e cargas cheias volta a ser decisivo para preservar margem.
O ponto que mais chama atenção é a rapidez da correção: em menos de duas semanas, o preço médio voltou ao nível de R$ 7,30/kg, referência que havia sido rompida para baixo no mês passado. Se os embarques seguirem firmes e o consumo interno não arrefecer, analistas do Cepea projetam estabilidade ou leves altas adicionais nas próximas semanas.
Para acompanhar mais análises sobre produtividade, custos e rentabilidade no campo, visite nossa editoria de lavoura digital e econômica.
Crédito da imagem: Globorural.globo Fonte: Globorural.globo
