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PIB do Pará avança 4,5% em 2025 e dobra média nacional

PIB do Pará fechou 2025 com alta de 4,51%, ritmo quase duas vezes superior à média brasileira de 2,29%. O resultado, divulgado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) a partir das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, consolida o estado como um dos principais vetores de crescimento econômico do país e chama a atenção de produtores, investidores e gestores públicos paraense.

Saldo anual mantém estado entre os motores da economia brasileira

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Em valores correntes, o Produto Interno Bruto estadual somou R$ 69,2 bilhões no quarto trimestre, garantindo participação de 2,1% no PIB nacional. Mesmo com uma leve acomodação entre outubro e dezembro, o avanço acumulado confirma a força estrutural da economia local, sustentada por agropecuária, mineração, construção civil e um setor de serviços que ganhou tração em 2025.

Segundo a Fapespa, o Valor Adicionado Bruto (VAB) do Pará saltou 4,79% no ano, bem acima da média do país. Para analistas, o desempenho reforça a importância de políticas que preservem competitividade e estimulem diversificação produtiva, sobretudo em municípios onde a infraestrutura recebeu investimentos em função da preparação para a COP30.

Recuo pontual no 4º trimestre sinaliza ajuste pós-expansão

Na passagem do terceiro para o quarto trimestre, houve queda de 1,95%. O pesquisador Rickson Oliveira explica que o movimento se deveu principalmente à retração de 10,53% na agropecuária e de 7,41% na indústria. A irregularidade das chuvas afetou o calendário de colheita, enquanto a produção mineral perdeu fôlego após picos de exportação.

Esse recuo, porém, é interpretado como correção estatística depois da forte alta de 7,85% registrada entre julho e setembro. O setor de serviços serviu de amortecedor, crescendo 3,22% no trimestre graças à Administração Pública, que avançou 6,64% com continuidade dos gastos em infraestrutura, e às atividades imobiliárias.

Agropecuária lidera expansão, mas serviços garantem estabilidade

Com aumento de 11,13%, a agropecuária foi o grande destaque de 2025, impulsionada por safras de milho e soja e pela valorização da pecuária. A indústria cresceu 3,26%, amparada pela extração mineral, construção civil e transformação. Já os serviços avançaram 3,78%, com comércio (+5,90%) e outros serviços (+5,78%) respondendo pela maior fatia de geração de renda.

Para a técnica da Fapespa, Thays Santos, o desempenho confirma a resiliência econômica paraense e indica que “aproveitar a janela de investimentos até a COP30 será decisivo para prolongar o ciclo de crescimento”.

Produtores rurais e empresas de insumos devem ficar atentos: apesar do recuo trimestral, o salto anual mostra que a demanda interna por grãos, carne e logística permanece firme, sinalizando oportunidades de expansão de área, verticalização e adoção de tecnologias que reduzam custos e reforcem competitividade.

Para compreender melhor os conceitos de Produto Interno Bruto e suas variações, consulte a explicação oficial do IBGE, órgão responsável pelas Contas Nacionais.

O ponto mais relevante é que, mesmo diante de oscilações sazonais, o Pará consolidou uma base econômica diversificada que sustenta investimentos públicos e privados. Confira outras análises sobre produtividade, eficiência de custos e gestão econômica no agro e acompanhe os próximos movimentos que podem influenciar o planejamento da safra.

Crédito da imagem: Canalrural Fonte: Canalrural

Francisco devruk

Francisco

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