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Onda de calor leva termômetros a 40 °C e acende alerta no campo

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Onda de calor ganha força a partir desta sexta-feira (27/3) no centro-sul do Brasil, elevando os termômetros até 10 °C – e, em pontos do interior gaúcho, até 15 °C – acima da média histórica, com máximas próximas de 40 °C e risco direto para o manejo das lavouras.

Temperaturas extremas desafiam manejo e bem-estar animal

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A bolha de ar quente que se desloca da Argentina, segundo a MetSul Meteorologia, encontra solo seco e ausência de nuvens, combinação que potencializa o aquecimento. O resultado são tardes abafadas já nesta sexta-feira, com mais de 30 °C em boa parte do Sul e do Sudeste. No fim de semana, o calor deve bater entre 36 °C e 38 °C em áreas da Argentina, Uruguai e oeste do Rio Grande do Sul, alcançando faixas de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

No Rio Grande do Sul, regiões oeste, noroeste e central podem somar vários dias seguidos acima de 35 °C. A capital Porto Alegre deve oscilar entre 34 °C e 36 °C. O cenário pressiona culturas de outono em germinação, aumenta a evapotranspiração e exige atenção redobrada a sistemas de irrigação, sombreamento de animais e redução de estresse hídrico.

Estados mais impactados e projeção para a safra

Além do Sul, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul entram na rota da massa quente. Produtores de soja em reta final de colheita, além de milho safrinha recém-semeado, podem enfrentar perdas de umidade no solo e necessidade de ajustes no calendário de pulverizações.

A MetSul destaca que as máximas previstas para o oeste do Rio Grande do Sul e parte do Paraguai beiram 40 °C, situação rara no início do outono. Embora pancadas isoladas de chuva não estejam descartadas, a tendência é de volumes insuficientes para alterar o padrão atmosférico.

Quanto tempo o calor deve persistir

Os prognósticos apontam manutenção da onda de calor até o começo de abril. Meteorologistas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já monitoram a possibilidade de avisos sucessivos de perigo para temperaturas extremas durante a próxima semana.

Para mitigar impactos, especialistas recomendam escalonar atividades de campo para horários mais amenos, reforçar a disponibilidade de água para bovinos de corte e leite e revisar a calibragem de pivôs e gotejamentos, medidas que ajudam a preservar produtividade e bem-estar animal.

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O avanço dessa massa de ar quente reforça uma tendência de eventos extremos cada vez mais frequentes e destaca a importância de monitoramento climático contínuo. Para acompanhar outras estratégias de proteção inteligente contra riscos climáticos no agro, acesse nossa editoria de proteção inteligente no campo.

Crédito da imagem: Globorural.globo Fonte: Globorural.globo

Francisco devruk

Francisco

Transformando visão em realidade através da dedicação, da técnica e do compromisso com a excelência

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