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Novo ministro da Pesca promete ampliar aquicultura no Brasil

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Novo ministro da Pesca Édipo Araújo tomou posse nesta quarta-feira (1/4) e sinalizou que vai acelerar programas de aquicultura, abrir novos mercados para o pescado brasileiro e reforçar o amparo ao produtor artesanal, movimento que pode destravar investimentos e gerar empregos no litoral e em águas interiores.

Técnico no comando e continuidade de programas iniciados em 2023

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Primeiro engenheiro de pesca a liderar o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Araújo substitui André de Paula, agora titular da Agricultura. Durante a cerimônia — transmitida pela Record — o novo ministro destacou que ciência e conhecimento aplicado precisam ser centrais nas políticas públicas. A proposta é dar sequência às ações estruturadas desde 2023, como:

  • Reativação do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (Conape);
  • Retomada das estatísticas oficiais do setor, paradas havia 15 anos;
  • Modernização do Registro Geral da Atividade com base de dados unificada.

Para Araújo, essas iniciativas criam base sólida para planejar produção, monitorar estoques e orientar investimentos. O ministro também lembrou que 612 contratos de cessão de águas da União já foram assinados, com potencial de gerar 27 mil empregos diretos e indiretos.

Impacto direto para pescadores e criadores

Na prática, a agenda de Araújo mira três frentes de impacto imediato:

  1. Proteção social: quase R$ 1 bilhão em ajuda emergencial já chegou a 340 mil pescadores do Norte afetados pela seca, ação que deve ser replicada em outros eventos climáticos extremos.
  2. Mercados internacionais: desde 2023, 19 novos destinos foram abertos para o pescado nacional. Missões técnicas do Reino Unido e da União Europeia estão no radar para reabrir compras, o que pode elevar preços pagos ao produtor.
  3. Escalabilidade da aquicultura: concessões de uso de águas federais tendem a reduzir o custo de instalação de tanques-rede e dar segurança jurídica a investidores.

Segundo o ministro, esses pilares reforçam o status da pesca e aquicultura como “setor estratégico para um Brasil mais sustentável e inclusivo”. A visão converge com o Plano Nacional de Desenvolvimento da Aquicultura, publicado pelo governo federal e disponível no portal Gov.br, que recomenda expansão ordenada da produção com foco em tecnologia.

Desafios no radar: estatísticas, licenciamento e competitividade

Apesar dos avanços, Araújo reconheceu que “há muito a fazer” para reduzir gargalos históricos. Entre os pontos de atenção estão:

Estatísticas consistentes: sem dados confiáveis, fica difícil mensurar produtividade e acessar linhas de crédito. O ministério espera publicar ainda em 2026 o primeiro boletim completo desde 2007.

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Licenciamento ambiental: estados com trâmites mais lentos atrasam novos projetos de tilápia, tambaqui e camarão. A pasta negocia protocolos simplificados com órgãos estaduais.

Competitividade externa: enquanto o Vietnã exporta mais de US$ 2 bilhões em peixe de cultivo, o Brasil não chega a US$ 300 milhões. Abrir mercados e reduzir custo logístico são metas prioritárias.

Com perfil considerado conciliador, o ministro prometeu diálogo constante com produtores, cooperativas e pesquisadores para “valorizar quem vive da água”. Para acompanhar mais pautas de gestão pública e oportunidades de mercado no agro, visite a página inicial do portal.

Crédito da imagem: Globorural.globo Fonte: Globorural.globo

Francisco devruk

Francisco

Transformando visão em realidade através da dedicação, da técnica e do compromisso com a excelência

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