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Navios movidos a etanol: Vale fecha megaacordo com Shandong

Navios movidos a etanol entrarão na rota Brasil-Ásia a partir de 2029. A Vale assinou com a chinesa Shandong Shipping Corporation um contrato de afretamento de 25 anos para construir os dois primeiros graneleiros oceânicos do mundo capazes de operar com o biocombustível, cortando até 90% das emissões de CO₂ em relação ao óleo combustível pesado e oferecendo uma alternativa estratégica em meio à volatilidade do petróleo.

Como será a nova geração de Guaibamax a etanol

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Os cargueiros de segunda geração medirão 340 m e poderão transportar 325 mil t de minério de ferro por viagem. Além dos motores adaptados ao etanol, os cascos receberão velas rotativas para captar energia eólica, dispositivos hidrodinâmicos e sistemas de propulsão mais eficientes. Cada travessia até a Ásia deve consumir cerca de 10 mil t de etanol, e os navios farão de três a quatro viagens anuais.

Para reforçar a flexibilidade, o projeto prevê operação híbrida: etanol, metanol e óleo pesado de imediato, com possibilidade futura de conversão para GNL ou amônia. Segundo Rodrigo Bermelho, diretor de navegação da Vale, a escolha permite adaptar-se rapidamente a oscilações regulatórias e de suprimento de combustíveis.

Impacto prático para o agro e para a cadeia do etanol

A Vale ainda negocia o fornecimento do biocombustível, mas admite que os produtores brasileiros despontam como principais candidatos graças à escala e eficiência do setor sucroenergético. Se confirmadas, as compras de até 40 mil t anuais por navio criam demanda adicional estável para as usinas e podem estimular investimentos em logística portuária dedicada.

Sob pressão para descarbonizar embarques e siderurgia, a mineradora já investiu US$ 1,4 bilhão desde 2020 e protegeu 75% de sua exposição a combustíveis com hedge. O novo acordo fortalece a rota verde justamente quando conflitos no Oriente Médio expõem riscos de suprimento fóssil, reforçando a atratividade do biocombustível – tema que a Embrapa Cana-de-Açúcar analisa há anos como vetor de renda e sustentabilidade no campo (confira o estudo).

Além dos dois Guaibamax a etanol, a Vale já contratou outros dez navios bicombustíveis (metanol/óleo pesado) para entrega entre 2027 e 2029 e avalia convertê-los também para etanol. O movimento sinaliza tendência de longo prazo e cria oportunidades para produtores, tradings e terminais que apostarem em abastecimento marítimo de biocombustíveis.

Os passos da Vale indicam uma mudança estrutural no transporte de commodities e ampliam o mercado interno de etanol. Para acompanhar mais iniciativas que conectam sustentabilidade, logística e rentabilidade no agro, visite nossa página inicial em devruk.com.

Crédito da imagem: Forbes Fonte: Forbes

Francisco devruk

Francisco

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