Mulheres no agro ganham espaço e já dirigem 31% das fazendas
Mulheres no agro avançam rápido na gestão rural brasileira: elas já comandam 31% das propriedades, cuidam de 30 milhões de hectares e lideram a expansão da mão de obra qualificada no campo, um salto que reforça produtividade, governança e competitividade para todo o setor.
Participação feminina cresce acima da média do setor
Os dados mais recentes do IBGE mostram que, entre 2024 e 2025, o número de trabalhadoras rurais aumentou 1,9% – ritmo quase dez vezes superior ao avanço masculino, de 0,2%. Hoje, 38% dos 28,2 milhões de profissionais do agronegócio são mulheres. Desse total, 946 mil dirigem fazendas e outras 817 mil dividem a gestão com familiares ou sócios, somando 1,76 milhão de líderes femininas.
Esse movimento é confirmado por instituições financeiras. No Banco do Brasil, 37% dos 2 milhões de clientes agro em setembro de 2025 eram mulheres, sinal de maior autonomia financeira e poder de decisão sobre investimentos, compras de insumos e escolha de tecnologias.
Impacto prático: mais organização, inovação e eficiência
Especialistas apontam que a entrada feminina fortalece modelos de gestão baseados em planejamento, colaboração e desenvolvimento de equipes. Na prática, isso se traduz em processos mais organizados, adoção acelerada de tecnologias de precisão e maior eficiência no uso de insumos, fatores decisivos para enfrentar custos altos e margens apertadas.
Levantamento da Croma Consultoria indica que 90% das profissionais do agro já ocupam funções que antes eram quase exclusivas dos homens, como negociação de contratos, operação de máquinas de última geração e liderança de equipes técnicas. O detalhe que mais chama atenção é o impacto direto na produtividade: fazendas com diversidade na gestão mostram melhor controle de indicadores e tomada de decisão mais ágil perante oscilações de mercado ou clima.
Diversidade impulsiona competitividade do agronegócio
Segundo o IBGE, a diversidade na liderança tende a melhorar resultados econômicos e reduzir riscos, pois amplia repertório técnico e a capacidade de inovar. No agro, isso significa propriedades mais preparadas para certificações de sustentabilidade, rastreabilidade de produtos e exigências cada vez mais rígidas de exportadores.
Para especialistas, valorizar competência independentemente de gênero é chave para manter o Brasil como potência alimentar global. Ao mesmo tempo, cria novas oportunidades de carreira para jovens rurais, estimula sucessão familiar planejada e reduz a evasão de talentos para áreas urbanas.
O avanço feminino sinaliza uma tendência que se fortalece: gestão agrícola profissional, aberta à inovação e focada em resultados. Para acompanhar outros movimentos que elevam produtividade e eficiência econômica no campo, visite nossa editoria em lavoura digital e econômica.
Crédito da imagem: Globorural.globo Fonte: Globorural.globo
