Inovação Agro

Milho em Chicago recua com projeção de oferta global maior

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Milho em Chicago encerrou o pregão desta terça-feira em queda de pouco mais de 1%, reflexo direto da aposta de que os estoques mundiais e norte-americanos 2025/26 virão mais folgados no relatório de oferta e demanda que o USDA publica nesta quinta-feira (9).

Estoques maiores pesam sobre as cotações

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Analistas ouvidos por agências internacionais projetam estoques finais dos Estados Unidos em 2,143 bilhões de bushels, acima dos 2,127 bilhões estimados em março. Para o mundo, a conta subiu de 292,8 milhões para 293,2 milhões de toneladas. Esse cenário de oferta global de milho mais confortável pressiona as posições futuras: o contrato maio recuou 5,00 centavos, fechando a US$ 4,49 por bushel, enquanto julho perdeu 5,25 centavos, terminando a US$ 4,60.

O início de plantio ligeiramente adiantado nos Estados Unidos reforçou a pressão. Segundo o USDA, 3% da área prevista já está semeada, contra 2% no mesmo período do ano passado e da média de cinco anos. Quanto mais cedo o plantio, maior a janela para desenvolvimento das lavouras, o que tende a sustentar a visão de colheita robusta.

Por que o movimento importa para o produtor brasileiro

Na prática, preços internacionais mais baixos podem limitar o espaço para altas no mercado interno, sobretudo nos portos que seguem o ritmo da CBOT. Isso exige do produtor atenção redobrada à estratégia de venda: travas em bolsa, barter ou contrato futuro podem ajudar a proteger margens se a curva continuar cedendo.

Alguns fatores, entretanto, seguraram perdas maiores no pregão: o petróleo firmou alta em Nova York, elevando o valor potencial do etanol de milho, e o dólar recuou frente a outras moedas, melhorando a competitividade norte-americana. Mesmo assim, o saldo do dia foi negativo.

O dado oficial do USDA – disponível na página do WASDE – será decisivo para confirmar ou rever as apostas do mercado. Se o órgão surpreender com números menores de produção ou estoques, parte das perdas pode ser revertida; caso contrário, o viés de baixa tende a ganhar força.

Em um momento em que cada centavo faz diferença na rentabilidade da safra, acompanhar o comportamento das bolsas e os relatórios de oferta tornou-se parte da rotina de gestão de risco. Para mais análises sobre eficiência econômica e estratégias que blindem a margem do produtor, visite nossa editoria Lavoura Digital e Econômica.

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Crédito da imagem: Maissoja Fonte: Maissoja

Francisco devruk

Francisco

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