Mercado de bioinsumos cresce 15% e soma R$ 6,2 bi em 2025
Mercado de bioinsumos no Brasil avançou 15% em 2025, atingindo R$ 6,2 bilhões e cobrindo 194 milhões de hectares, segundo levantamento da CropData divulgado durante transmissão na Record. O salto confirma a virada dos produtos biológicos de tendência a realidade comercial, com impacto direto na redução de custos e na gestão de pragas nas principais culturas do país.
Alta de dois dígitos reforça adoção de biológicos
O crescimento de 28% na área tratada, que agora representa quase duas lavouras brasileiras inteiras, foi impulsionado por quatro fatores listados pela CropLife Brasil:
- profissionalização e expansão da indústria de biológicos;
- manejo integrado para combater pragas resistentes;
- pressão por soluções sustentáveis e com menor impacto ambiental;
- maior confiança técnica dos produtores nos resultados.
Mato Grosso lidera o uso, com 24% da área total, puxado pela soja e pelo milho. Na sequência aparecem São Paulo (16%) e Goiás (14%). Para Amália Borsari, diretora de Biológicos da CropLife, “os bioinsumos deixam de ser uma tendência e se tornam uma realidade”, abrindo caminho para mais lançamentos em 2026.
O movimento acompanha a expansão global dos biológicos e iniciativas de pesquisa nacionais. A Embrapa, por exemplo, mantém programas de desenvolvimento de agentes de controle que detalham protocolos de uso e ganhos de eficiência, reforçando a base científica para o produtor.
O que muda na prática para soja, milho e outras culturas
Na prática, a adoção de bioinsumos tende a:
- reduzir a pressão de pragas resistentes a químicos, prolongando a vida útil dos defensivos tradicionais;
- baixar o risco de resíduos e facilitar o atendimento a exigências de mercados premium;
- otimizar custos de aplicação ao permitir misturas compatíveis com programas de manejo integrado;
- elevar a produtividade média em cenários onde a resistência já compromete parte do potencial da lavoura.
Embora a CropLife não divulgue projeções para 2026, o gerente executivo Renato Gomides sinaliza “disposição das empresas em lançar novos produtos”, indicando que o ritmo de crescimento pode se manter. Para o produtor, acompanhar rótulos, recomendações técnicas e experimentar programas-piloto em talhões menores é o caminho mais seguro para capturar benefícios sem comprometer a sanidade do sistema produtivo.
O avanço dos biológicos é mais um indicativo de que a proteção inteligente da lavoura ganha força e deve seguir no radar de quem busca produtividade com sustentabilidade. Continue acompanhando nossa editoria para ver as próximas inovações que podem redefinir o manejo no campo.
Crédito da imagem: Globorural.globo Fonte: Globorural.globo
