Inovação Agro

Mercado brasileiro de trigo fica firme com oferta curta

Publicidade

Mercado brasileiro de trigo atravessa mais uma semana de pouca liquidez, mas preços resistentes, resultado da escassez de grão no mercado físico e da postura retraída dos produtores — combinação que sustenta valores mesmo em plena transição entre safras.

Oferta limitada mantém preços firmes nos principais polos

Publicidade

No Paraná, as cotações se mantiveram estáveis: R$ 1.350/t CIF para lotes padrão, chegando a R$ 1.380/t em lotes de melhor qualidade e ultrapassando R$ 1.400/t em negociações pontuais no norte do estado. No porto de Ponta Grossa (FOB), as referências oscilaram entre R$ 1.300 e R$ 1.320/t.

No Rio Grande do Sul, o foco ainda recai sobre a colheita da soja, o que retarda as vendas de trigo. As indicações começaram a semana perto de R$ 1.200/t FOB no interior, mas fecharam entre R$ 1.260 e R$ 1.280/t, com ofertas chegando a R$ 1.350/t em algumas regiões. Segundo o analista Elcio Bento, quem precisava liberar armazéns já vendeu o cereal entre fevereiro e março, deixando a oferta imediata ainda mais restrita.

Frete pressionado pelo diesel reduz apetite comprador

O típico aumento sazonal nos custos logísticos foi agravado pelo reajuste do diesel, encarecendo o frete rodoviário e dificultando que compradores fechem negócio dentro da margem. Esse elemento logístico ajuda a explicar o “ritmo de tartaruga” observado nos últimos dias, apesar da busca mais ativa por parte das indústrias a partir da metade da semana.

Dependência de importações continua alta, mas há espaço para recuperação

Mesmo com recuo de 13% no acumulado do ano comercial 2025/26 — 4,19 milhões t importadas até março — o país segue dependente do trigo externo, lembrando que a produção doméstica cobre aproximadamente metade do consumo. Dados oficiais da Conab reforçam a necessidade de comprar fora para equilibrar estoques.

Para Bento, o teto de preços é limitado pela paridade de importação, mas ainda existe margem de avanço: até 5% no Paraná e 11% no Rio Grande do Sul no curto prazo. “A ausência de volumes consistentes reforça a percepção de que os preços devem se sustentar”, resume o analista.

O ponto que mais chama atenção, portanto, é a combinação de oferta curta, custo logístico elevado e atenção redobrada à paridade internacional — fatores que determinam o compasso do mercado nas próximas semanas. Para quem acompanha custos, rentabilidade e decisões de comercialização, vale monitorar a velocidade da colheita de soja e a evolução do câmbio, variáveis que podem mexer no equilíbrio delicado entre oferta doméstica e importação.

Publicidade

Quer entender como preços, custos de frete e paridade internacional afetam o caixa da fazenda? Explore nossas análises em lavoura digital e econômica e fique por dentro dos movimentos que moldam a rentabilidade no campo.

Crédito da imagem: Maissoja Fonte: Maissoja

Francisco devruk

Francisco

Transformando visão em realidade através da dedicação, da técnica e do compromisso com a excelência

Bloqueador de Anúncios Ativado!

Por favos desligue o Bloqueador de Anúncios. Nosso blog sobrevive graças aos anúncios exibidos aqui.