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Mato Grosso lidera exportação de carne bovina e bate recorde

Mato Grosso exportação de carne bovina alcançou 251,83 mil toneladas no primeiro trimestre de 2026, volume recorde que consolida o Estado como principal fornecedor do produto no Brasil e gera receita de US$ 1,11 bilhão para a pecuária local.

Recorde impulsionado por demanda externa firme

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Dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) mostram que o total embarcado representa 26,72 % de toda a carne bovina que deixou o país no período. Na comparação com o mesmo intervalo de 2025, o avanço foi de 53,39 % em volume e de 74,71 % em faturamento, puxado pelo preço médio de US$ 4.540 por tonelada.

O diretor de Projetos do Imac, Bruno de Jesus Andrade, atribui o salto à combinação de mercados abertos recentemente, valorização da proteína e ganho de eficiência na fase de produção. “Além de crescer em tonelagem, estamos agregando valor por meio de genética, manejo e práticas sustentáveis, exigidas pelos compradores mais rigorosos”, afirma.

China segue principal destino; EUA aceleram compras

A China manteve a liderança, absorvendo 127,97 mil toneladas equivalentes carcaça (50,82 % do total). Em segundo lugar aparecem os Estados Unidos, com 23,03 mil toneladas (9,14 %), mas em ritmo acelerado: em apenas três meses, o país já comprou 57,38 % de todo o volume que havia importado ao longo de 2025.

Esse movimento reforça a estratégia mato-grossense de diversificar mercados e reduzir a dependência de um único comprador. Segundo especialistas do Ministério da Agricultura e Pecuária, a ampliação de plantas frigoríficas habilitadas e a rastreabilidade têm sido decisivas para manter a competitividade frente a fornecedores de outros continentes.

O que muda na prática para o pecuarista

Na fazenda, o cenário de preços firmes no exterior tende a sustentar a procura por animais bem acabados e com certificações exigidas por clientes premium. Quem investiu em melhoramento genético e protocolo de sustentabilidade vê maior facilidade para negociar lotes diferenciados, sobretudo quando precisam atender aos cortes de maior valor agregado.

Para quem ainda opera em escala menor, o recorde abre espaço para parcerias com frigoríficos que trabalham com nichos específicos, como carne carbono neutro ou projetos de origem comprovada. Na prática, a regularidade dos embarques ajuda a reduzir a volatilidade de preço no mercado interno e cria referência mais estável para planejamento de confinamentos e semiconfinamentos na próxima safra de boi gordo.

Tendência de curto prazo e atenção ao câmbio

Apesar do momento positivo, analistas alertam que a rentabilidade segue sensível ao dólar. Uma eventual valorização da moeda brasileira pode comprimir margens de exportação, exigindo ainda mais eficiência de porteira para dentro. Além disso, movimentos logísticos — como disponibilidade de contêineres e custo de frete — permanecem no radar de quem precisa embarcar volumes crescentes em intervalos curtos.

O ponto que mais chama atenção é a consolidação de Mato Grosso como hub de proteína vermelha do país. Se o ritmo for mantido, fontes do setor projetam novo recorde anual em 2026, reforçando a relevância da pecuária estadual no superávit do agronegócio brasileiro.

Para acompanhar mais indicadores de mercado, custos e estratégias de rentabilidade no agro, visite nossa editoria de lavoura digital e econômica.

Crédito da imagem: Canalrural Fonte: Canalrural

Francisco devruk

Francisco

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