Agrorobótica e Gestão de Dados

Korin mira 2030: dobra produção de frangos e avança nos bioinsumos

Korin confirmou um plano para dobrar a produção de frangos até 2030 e ampliar a linha de bioinsumos baseada em solo saudável, movimento que sinaliza mudança prática na oferta de proteína sem antibióticos e reforça oportunidades de manejo sustentável para produtores.

Estratégia para chegar a 30 mil aves por dia

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O ritmo de abate da companhia saltou de 16 mil para 18,5 mil aves diárias e deve alcançar 21 mil ainda em 2024. A meta é atingir 30 mil frangos/dia no fim da década, mantendo a fórmula que dispensa antibióticos e ração transgênica. Embora o volume continue modesto perto das gigantes do setor, o presidente Edson Matsui afirma que o controle rígido da cadeia agrega valor ao produtor que busca diferenciação e acesso a nichos premium.

Parte do avanço virá de exportações. A empresa finaliza adequações halal para estrear no Oriente Médio, região com forte demanda por proteína diferenciada. Internamente, a Korin reestruturou a gestão: Luiz Demattê assumiu a vertical de alimentos e Sérgio Homma passou a liderar agricultura e biotecnologia, enquanto a ex-executiva de grandes agências, Adriana Cury, chegou para comandar marketing e acelerar visibilidade.

Bioinsumos focados no equilíbrio do solo ganham tração

No campo dos bioinsumos, a filosofia de atacar a causa, não o sintoma, resulta no bokashi — mistura de microrganismos que reorganiza o microbioma do solo. Presente hoje em 750 propriedades, o composto já mostra resultados em hortifrúti, café, feijão, batata, arroz e grãos. Um caso no Rio Grande do Sul ilustra o potencial: macieiras improdutivas renderam 40 t/ha após a aplicação.

Além do bokashi, a divisão oferece biorremediadores para efluentes, condicionadores de água para aquicultura e bioestimuladores que reduzem amônia em granjas de aves e suínos. A abordagem conversa com as diretrizes do Ministério da Agricultura sobre redução de antibióticos e incentivo a soluções biológicas (Gov.br), ampliando aderência regulatória e comercial.

Impacto prático para o produtor

Para quem lida com margens apertadas, o pacote de proteína sem antibiótico e bioinsumos voltados ao solo pode significar:

  • Menor risco de restrições comerciais em mercados exigentes;
  • Redução de custos com insumos sintéticos no médio prazo;
  • Melhoria da produtividade pelo fortalecimento da biota;
  • Diminuição da pressão de pragas e doenças, graças ao ambiente equilibrado.

Matsui classifica 2026 como ano de transição, projetando alta tímida de 3% a 5% no faturamento em 2024 enquanto a companhia troca “a turbina com o avião no ar”. A reorganização, entretanto, prepara terreno para escalar vendas e atender produtores interessados em migrar do sistema convencional para o orgânico e, depois, para o modelo de agricultura natural.

Movimentos como o da Korin reforçam a tendência de unir proteína animal livre de antibióticos e proteção inteligente do solo. Para acompanhar mais iniciativas que integram sustentabilidade, produtividade e manejo biológico, continue navegando pela editoria.

Crédito da imagem: Agfeed Fonte: Agfeed

Francisco devruk

Amiltom

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