Jalles Machado inicia moagem de cana para recuperar produtividade
Jalles Machado inicia moagem de cana nas usinas Jalles Machado e Otávio Lage (GO) e Santa Vitória (MG) já nesta primeira quinzena de abril, mirando retomar a produtividade após registrar queda de quase 12% na safra passada — um movimento que pode influenciar custos e oferta de matéria-prima em toda a cadeia sucroenergética.
Três unidades entram em operação simultânea
Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia confirmou que deu a largada na moagem em 2 de abril. A estratégia conjunta das três plantas busca diluir despesas fixas e acelerar o processamento no momento em que a cana atinge o ponto ótimo de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis).
Segundo o informe, a meta é combinar disciplinada gestão de custos com um mix de produção ajustado às condições de mercado. Para o produtor integrado ou fornecedor parceiro, isso significa maior previsibilidade de entrega e, potencialmente, contratos mais competitivos.
Produtividade ficou 11,9% menor em 2025/26
Entre abril e dezembro da safra 2025/26, a produtividade média das lavouras próprias caiu para 74,5 t/ha, contra 84,6 t/ha no ciclo anterior. O maior tombo ocorreu na unidade matriz, Jalles Machado, onde o rendimento recuou 17,5%, impactado pela competição com mato em talhões orgânicos — um sistema que dispensa herbicidas convencionais.
A Usina Santa Vitória permaneceu como a de pior desempenho agrícola, com 59,6 t/ha. Já a Otávio Lage apresentou retração mais branda, contribuindo para suavizar a média consolidada.
Pacote de recuperação aposta em irrigação e agricultura regenerativa
Para reverter o cenário, a empresa continuará investindo em variedades de maior potencial produtivo, expansão da área irrigada e práticas de agricultura regenerativa, como cobertura permanente do solo e manejo de resíduos orgânicos. A expectativa é reduzir a pressão de plantas daninhas, elevar a disponibilidade hídrica e melhorar a biomassa por hectare.
Essas medidas estão alinhadas a recomendações técnicas da Conab que apontam irrigação direcionada e cultivares adaptadas como caminhos mais rápidos para recuperar toneladas de cana por hectare.
Na prática, maiores rendimentos significam diluição de custos operacionais, incremento de eficiência industrial e melhor aproveitamento do mix entre açúcar, etanol hidratado e anidro — um diferencial especialmente relevante em anos de volatilidade de preços.
Com o cronograma de moagem adiantado e o pacote agronômico em execução, a companhia sinaliza um esforço para reconquistar margens e competitividade. Para acompanhar mais análises sobre produtividade, economia rural e eficiência de custos no campo, visite nossa editoria em lavoura digital e econômica.
Crédito da imagem: Globorural.globo Fonte: Globorural.globo
