Herbicidas pré-emergentes no trigo: guia 23/04/2026 de manejo
Herbicidas pré-emergentes voltam ao centro do debate técnico em 23/04/2026 com novas evidências de que o uso de moléculas como pyroxasulfone, flufenacet, trifluralin e o recém-chegado bixlozone pode reduzir de forma drástica a pressão de plantas daninhas no trigo, aliviar o manejo pós-emergente e proteger a rentabilidade da lavoura.
Por que o pré-emergente ganhou importância agora
No trigo, a oferta de produtos pós-emergentes que eliminam gramíneas é curta, o que complica o controle de azevém (Lolium multiflorum) e outras invasoras de alta produção de sementes. Ao agir sobre o banco de sementes no solo, os pré-emergentes quebram o ciclo logo na germinação, permitindo que o cereal estabeleça plantas vigorosas sem competir por luz, água e nutrientes.
Estudos nacionais e internacionais citados por Silva et al. (2025) confirmam que pyroxasulfone, flufenacet e trifluralin seguem como “pilares” para áreas já afetadas por resistência. A novidade é o bixlozone, classificado no grupo F4-HRAC, que bloqueia a enzima DXP sintase e amplia o espectro de ação sobre folhas estreitas sensíveis.
O que muda na prática para o produtor
1. Posicionamento de dose: conhecer textura do solo, teor de argila e umidade pós-aplicação é decisivo para evitar fitotoxicidade e garantir residualidade adequada.
2. Modalidade de aplicação: “plante-aplique” ou “aplique-plante” devem seguir bula à risca; intervalos fora da janela podem reduzir a eficácia em até 40 % segundo dados de campo.
3. Risco de resistência: alternar grupos 15, 3, 5, 2, 14 e F4 ajuda a preservar moléculas e evita repetir o problema visto com inibidores de ALS no passado.
4. Impacto econômico: ao segurar o mato por 30 a 40 dias, o produtor ganha tempo para acessar pulverizações de pós-emergência no momento certo ou até economizar uma passada de herbicida, reduzindo custo operacional.
Detalhes que merecem atenção técnica
• Pyroxasulfone apresenta a maior persistência em solos com até 35 % de argila, garantindo controle prolongado.
• Flufenacet mostra melhor seletividade em cultivares sensíveis, mas exige chuva leve (10 a 20 mm) pós-aplicação.
• Trifluralin requer incorporação raso-superficial para evitar perdas por volatilização.
• Bixlozone, sistêmico e de rápida absorção, é apontado como opção preferencial em áreas com histórico de Lolium resistente a grupo 15.
Segundo a Embrapa Trigo, a rotação de mecanismos de ação associada a práticas culturais, como semeadura direta e uso de palhada, forma a base de um manejo integrado robusto.
Próximos passos e monitoramento
O ponto que mais chama atenção é a necessidade de diagnosticar o banco de sementes antes de cada safra. Amostragens pré-plantio, mapeamento de manchas e uso de sensores de emergência permitem calibrar doses e misturas de forma mais precisa, evitando tanto subdosagem quanto desperdício de produto. Na prática, isso significa lavouras mais limpas, menor pressão sobre pós-emergentes e ganho direto em produtividade.
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Crédito da imagem: Maissoja Fonte: Maissoja
