Guilherme Campos segue no Mapa e garante foco no Plano Safra
Guilherme Campos confirmou que continuará como secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), descartando a candidatura a deputado estadual por São Paulo e assegurando a continuidade das negociações do próximo Plano Safra e do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).
Decisão médica enterra plano eleitoral e mantém gestão técnica
Para concorrer nas eleições de outubro, Campos teria de se afastar do cargo nesta semana. Em mensagem publicada nas redes sociais, explicou que uma ruptura parcial do tendão de Aquiles, diagnosticada no início do ano, limita sua locomoção e exige cirurgia com recuperação estimada em três meses. “O processo eleitoral é intenso e demanda dedicação total. O risco de ruptura total poderia comprometer minha integridade física e o trabalho envolvido em uma campanha”, escreveu.
Ao optar pela permanência, o secretário reforçou que seguirá “ao lado do ministro André de Paula, contribuindo com um setor vital para a economia brasileira”. A manutenção de Campos evita uma troca delicada justamente no momento em que a equipe finaliza cálculos de juros, volume de crédito e limites por produtor para o Plano Safra que será anunciado até início de julho.
Continuidade garante ritmo do Plano Safra e do seguro rural
A Secretaria de Política Agrícola responde pela formulação do Plano Safra e pela gestão do PSR, demanda crescente entre produtores que buscam mitigar risco climático. Analistas veem a permanência de Campos como sinal de estabilidade num ano em que a escassez de recursos e a definição de taxas de juros subsidiadas são temas sensíveis. Segundo o Mapa, o orçamento do seguro rural ainda depende de ajustes finais no Congresso, mas a equipe técnica já trabalha para evitar atrasos nos contratos de inverno e verão de 2026.
A modernização do seguro, prometida pelo ex-ministro Carlos Fávaro, não foi concluída. Fávaro afirmou, em discurso de despedida na quarta-feira (1/4), que pretende articular no Senado um texto alternativo ao PL 2.951/2024, da senadora Tereza Cristina (PP-MS). Se o projeto for alterado, voltará para nova votação entre os senadores.
Mudanças no segundo escalão ficam restritas à Secretaria-Executiva
Com Campos no posto, a única saída confirmada no segundo escalão do Mapa foi a de Irajá Lacerda, exonerado quinta-feira (2/4) da Secretaria-Executiva. Cléber Soares, até então adjunto, deve assumir a vaga nos próximos dias. No mesmo dia também foi dispensado Carlos Augustin, assessor especial de Fávaro e presidente do Conselho de Administração da Embrapa, cargo que deverá deixar em breve. Augustin deve ser suplente de Pedro Taques (PSB-MT) na disputa ao Senado por Mato Grosso.
Para lideranças do setor, a configuração atual sinaliza que a agenda de crédito, seguro e gestão de risco seguirá sem sobressaltos, ponto decisivo para quem precisa bater o martelo sobre investimentos na safra 2026/27.
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Crédito da imagem: Globorural.globo Fonte: Globorural.globo
