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Gripe aviária: Chile confirma foco e Brasil apura 4 suspeitas

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Gripe aviária volta a preocupar a cadeia avícola sul-americana: o Chile confirmou um novo foco do vírus H5N1 em aves de criação doméstica e o Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, mantém quatro investigações abertas enquanto estende o estado de emergência zoossanitária por mais 180 dias.

Confirmação no Chile e ações imediatas

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A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) recebeu do governo chileno a notificação de um surto identificado em 22 de março, na região de Magallanes. Entre 198 aves, 17 adoeceram e 15 morreram; o restante do plantel foi abatido preventivamente. O país estava sem registros havia dois anos, o que amplia o alerta nas rotas migratórias que ligam o extremo sul à costa brasileira.

Autoridades locais aplicam quarentena, zoneamento, desinfecção e restrições ao trânsito de pessoas e animais. A OMSA recomenda o mesmo protocolo para propriedades vizinhas, reforçando inspeções clínicas e coleta de amostras.

Situação no Brasil: 188 casos confirmados e vigilância redobrada

Desde maio de 2023, o sistema do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) confirmou 188 ocorrências de influenza aviária de alta patogenicidade: 173 em aves silvestres, 14 em criações de subsistência e 1 em plantel comercial. Embora não haja novos resultados positivos em granjas industriais, quatro notificações seguem em análise laboratorial.

Para ganhar tempo e prevenir novos embargos comerciais, o MAPA prorrogou o estado de emergência até setembro. A medida agiliza contratações, libera recursos para equipes de campo e mantém barreiras sanitárias em aeroportos, portos e fronteiras terrestres. Mais detalhes constam no portal oficial do Ministério (Gov.br Agricultura).

Impacto prático para produtores e indústria

Na prática, um novo foco em país vizinho aumenta o risco de suspensão de mercados compradores e pressiona custeio das granjas, que precisam reforçar protocolos de biosseguridade:

  • confinamento total de aves e instalação de telas anti-pássaros;
  • controle rigoroso de entrada de pessoas, veículos e equipamentos;
  • desinfecção frequente de galpões, comedouros e bebedouros;
  • registro imediato de mortalidade anormal aos serviços veterinários oficiais.

Para granjas integradas a agroindústrias, o principal custo é a elevação dos padrões de vigilância, porém o benefício se traduz em menor risco de abate sanitário e manutenção dos contratos de exportação, que em 2023 renderam US$ 9,8 bilhões ao país.

Risco para humanos continua baixo, mas exige atenção

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O H5N1 raramente infecta pessoas, porém trabalhadores expostos a fezes, penas ou aerossóis devem usar equipamentos de proteção individual. Qualquer sintoma gripal após contato com aves doentes pede avaliação médica e notificação imediata.

O novo caso chileno reforça que a influenza aviária segue ativa no continente. Para acompanhar atualizações sobre sanidade animal, biossegurança e outras estratégias de proteção no campo, visite nossa página principal.

Crédito da imagem: Globorural.globo Fonte: Globorural.globo

Francisco devruk

Francisco

Transformando visão em realidade através da dedicação, da técnica e do compromisso com a excelência

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