Furto de cabos de pivô gera prejuízo de até R$ 80 mil no RS
Furto de cabos de pivô volta a assombrar produtores no Rio Grande do Sul: em Estrela Velha, a engenheira agrônoma Maria Eduarda Tramontini Ceolin registrou a quinta ocorrência em oito meses, com perda estimada em até R$ 80 mil e risco direto à irrigação de milho, soja, trigo, canola e aveia.
Prejuízo crescente e rotina de insegurança
O episódio mais recente foi percebido nesta quarta-feira (24), depois de chuvas na região. Os ladrões levaram o cabeamento de 13 torres pertencentes a dois pivôs centrais. Somando material e mão de obra, o conserto pode custar de R$ 60 mil a R$ 80 mil. Desde outubro passado, cinco sistemas de irrigação da mesma fazenda foram atacados. Todos os boletins de ocorrência foram registrados, mas, segundo a produtora, a patrulha rural não consegue cobrir todas as áreas e o campo continua vulnerável.
Impacto direto na produtividade da lavoura
Sem irrigação, a lavoura fica exposta a perdas que podem comprometer a próxima colheita, especialmente em um estado que convive com estiagens frequentes. Na prática, o furto do cabeamento paralisa o pivô, interrompe o fornecimento de água em momentos críticos do ciclo da cultura e coloca em risco o rendimento esperado por hectare. Para quem financia tecnologia de irrigação, cada dia parado aumenta o custo fixo por saca produzida e pressiona o fluxo de caixa da safra.
Tática especializada desafia medidas de proteção
Depois da primeira ocorrência, a família instalou braçadeiras a cada 20 cm para dificultar a remoção dos cabos. A estratégia não impediu a quadrilha, que, segundo Maria Eduarda, demonstra pleno conhecimento elétrico: “Eles desligam a energia no ponto certo para não levar choque e removem até fiação das rodas”, relata. A suspeita é de uma rede criminosa que revende cobre, metal cujo preço aumentou quase 15% nos últimos 12 meses, segundo índices internacionais.
Casos semelhantes têm sido monitorados pelo Programa Nacional de Segurança no Campo, que incentiva patrulhamento rural e rastreamento de insumos, mas a cobertura ainda não atinge todas as regiões produtoras.
Produtor cobra ações e reforça resiliência no campo
Indignada, a agrônoma lembra que o crime vai além do dano financeiro: “Furto de pivô ameaça a segurança alimentar porque sem irrigação não há produção”. Apesar das perdas, ela afirma que desistir não é opção. Enquanto aguarda resposta do 35º BPM, a família planeja adotar sensores de alarme e microgeradores de baixa tensão para inibir novos ataques.
Casos como esse reforçam a urgência de soluções integradas de segurança rural. Para acompanhar outros temas que afetam diretamente a operação no campo, continue navegando em nossa editoria de agronegócio e inovação.
Crédito da imagem: Canalrural Fonte: Canalrural
