Agrorobótica e Gestão de Dados

Fazenda Conforto II segue com soja e gado após venda da matriz

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Fazenda Conforto II continuará ampliando a produção de soja e a engorda de bovinos mesmo depois de a família Negrão negociar a unidade original da Conforto, em Goiás, com a JBJ Agropecuária de Júnior Friboi. A confirmação veio do CEO do grupo, Sergio Pellizzer, sinalizando que o investimento de R$ 80 milhões feito em Tocantins permanece ativo e que o clã segue no negócio rural.

Venda milionária não encerra a história da marca Conforto

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O pedido de análise enviado ao Cade cobre apenas os ativos da Fazenda Conforto, em Nova Crixás (GO), um dos maiores confinamentos do país. Ali, Alexandre Negrão — falecido em 2023 — construiu um sistema capaz de terminar milhares de animais por ciclo. A transação, porém, não inclui a Conforto II, comprada no mesmo ano no município de Formosa do Araguaia (TO), a cerca de 300 km de distância.

Com área total de 5 mil hectares, a nova fazenda já cultivou 2,5 mil hectares de soja na safra 2023/24, atingindo produtividade acima de 60 sacas por hectare. Parte dos R$ 80 milhões iniciais também prepara o local para um semiconfinamento com capacidade estática de 15 mil cabeças para recria e adaptação, enquanto a terminação ocorria, até então, na propriedade goiana.

Logística integrada e agricultura de precisão reduzem custos

A família optou por uma localização estratégica para facilitar o trânsito de insumos e animais entre as duas propriedades. Segundo Pellizzer, o curto trajeto diminui a despesa com frete de biofertilizantes gerados no confinamento goiano e, na volta, traz boiadas para terminação com custo logístico “não muito alto”.

Na lavoura, o grupo replica o modelo tecnológico que virou vitrine na primeira Conforto. O plantio de soja utiliza o sistema Smart Farm, da John Deere, que monitora sementes, insumos e rendimento em tempo real. A adoção de agricultura de precisão segue diretrizes semelhantes às difundidas pela Embrapa, que destaca o ganho de eficiência e a economia de recursos no campo (confira referência técnica).

Por que isso importa para o produtor

Para criadores e sojicultores, o exemplo mostra que é possível manter escala mesmo após vender um ativo relevante, desde que o projeto agrícola conte com infraestrutura enxuta, gestão por dados e sinergia logística. A produtividade inicial de 60 sc/ha, associada a um sistema de semiconfinamento planejado, sugere rápida diluição do investimento e geração de caixa já nos primeiros ciclos.

O movimento também reforça a tendência de combinar grãos e pecuária em áreas vizinhas, reduzindo passivos ambientais e aproveitando resíduos orgânicos como biofertilizante — uma prática cada vez mais analisada por quem busca gestão por dados no campo. Para acompanhar outras estratégias que integram tecnologia e eficiência na produção, continue navegando em nossa editoria especializada.

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Crédito da imagem: Agfeed Fonte: Agfeed

Francisco devruk

Amiltom

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