Inovação Agro

Distribuição de alimentos ganha impulso com IA da Pepper

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Distribuição de alimentos acaba de ganhar um reforço de peso: a Pepper captou US$ 50 milhões para turbinar, com inteligência artificial “agentic”, a digitalização de pequenos e médios distribuidores que ainda dependem de ligações, planilhas e pedidos por e-mail. A promessa é clara: menos horas em tarefas manuais, mais vendas on-line e fluxo de caixa mais rápido para quem fornece restaurantes e bares.

Plataforma quer ser o “hub” completo do distribuidor

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Fundada em 2019 por Bowie Cheung, Chetan Narain e Ivana Tesanovic, a Pepper começou oferecendo apenas um e-commerce white-label para que distribuidores montassem suas vitrines digitais. Com o novo aporte — liderado pela Lead Edge Capital — o escopo cresceu: hoje a empresa entrega módulos de pagamentos, marketing, analytics e integração direta com sistemas ERP.

Segundo Cheung, ex-Uber Eats, o foco é nivelar o jogo para cerca de 25 mil distribuidores independentes que movimentam quase US$ 1 trilhão em compras no atacado nos EUA e Canadá, mas operam com softwares legados. “Alguns faturam US$ 250 milhões e nunca tiveram pedido on-line”, lembra o CEO. Para esse público, a Pepper fecha contratos anuais, ajustados ao porte e à complexidade de cada operação, com implantação que leva de um a três meses.

IA “agentic” assume pedidos, cobranças e prospecção

A grande novidade é a camada de assistência autônoma. O Order Agent usa visão computacional e processamento de linguagem natural para ler PDFs, fotos ou áudios de voz e lançar o pedido direto no ERP do distribuidor — uma digitação que antes consumia horas diárias de equipe. Outra frente é o Finance Hub, que automatiza boletos, migra clientes de cheque para cartão ou ACH e dispara lembretes de pagamento com link direto.

Na área comercial, a Pepper integrou dados do Yelp: o sistema analisa cardápios e cria automaticamente guias de compra personalizadas, com preço e mix baseado no catálogo do distribuidor. O resultado prático são propostas prontas em minutos, não em horas, aumentando a conversão de novos restaurantes.

Números que sustentam o ROI para quem vende ao foodservice

A economia vem de três lados: redução do tempo de processamento de pedido, queda na inadimplência pelo controle de cobranças e aumento do tíquete médio via campanhas cofinanciadas pelos fornecedores. Para se ter ideia, estudos da Embrapa mostram que a digitalização integrada pode cortar perdas logísticas em até 30% — margem muitas vezes decisiva para distribuidores que operam com capital de giro apertado.

Cheung reforça que a transparência de dados também pesa. “Historicamente o independente era uma caixa-preta em marketing e vendas. Agora o representante sabe quem está prestes a churn, quem pode comprar mais e onde focar campanha paga por fornecedor.”

Barreira de integração explica por que gigantes ainda ficam de fora

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Apesar do tamanho do mercado, o CEO da Pepper admite que a dificuldade de conectar centenas de ERPs diferentes afasta os grandes nomes de tecnologia. A empresa diz ter realizado mais de 500 integrações em cinco anos, algo que considera vantagem competitiva. “Sem isso, a IA não teria dados suficientes para aprender e executar tarefas sozinha”, resume Cheung.

A guinada da Pepper acontece num momento em que o agronegócio busca eficiência de ponta a ponta da cadeia. Para acompanhar mais soluções de automação, inteligência artificial e digitalização no campo e fora dele, visite nossa editoria de automação agrícola e IA.

Crédito da imagem: Agfundernews Fonte: Agfundernews

Francisco devruk

Francisco

Transformando visão em realidade através da dedicação, da técnica e do compromisso com a excelência

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