C.Vale assume operação de grãos em Guaíra e amplia capacidade
C.Vale assume operação de grãos da cerealista I.Riedi em Guaíra (PR), movimento que adiciona 21.296 t de armazenagem imediata, fortalece a malha logística na BR-163 e amplia o atendimento a produtores na divisa com Mato Grosso do Sul e fronteira com o Paraguai.
Aquisição inclui silos de 21 mil t às margens da BR-163
Anunciado pelas duas diretorias na quarta-feira (22), o acordo transfere para a cooperativa o escritório urbano da I.Riedi e, principalmente, a unidade de grãos e insumos localizada em Maracaju dos Gaúchos. A estrutura soma:
- Armazéns com capacidade total para 21.296 t;
- Secador dedicado;
- Duas máquinas de limpeza;
- Dois tombadores;
- Duas balanças para fluxo rápido de caminhões.
O valor da transação não foi divulgado, mas a mudança de gestão é imediata. A compra se soma à base que a C.Vale já mantinha em Bela Vista, reforçando o raio de captação de soja, milho e trigo no extremo Oeste paranaense.
O que muda para produtores de Guaíra e região
Na prática, os cooperados terão uma segunda porta de recebimento de safra e acesso ampliado a insumos no mesmo corredor logístico. Isso pode reduzir filas na colheita, encurtar deslocamentos e diluir custos de frete interno. Para quem vende grãos fora de cooperativa, a chegada de mais um player de peso tende a elevar a concorrência local por produto.
Segundo a Conab, o Paraná deverá colher mais de 40 milhões de toneladas de grãos na safra 2023/24, volume que pressiona a necessidade de armazenamento adequado. Ao absorver os silos da I.Riedi, a C.Vale amplia a capacidade de estocagem própria e reduz dependência de armazéns terceiros, etapa crítica para preservar qualidade e negociar em melhores janelas de preço.
Cooperativa avança no ranking e sustenta plano de expansão
Já classificada como a 15ª maior empresa do Sul e a quarta do Paraná no ranking “500 Maiores do Sul”, a C.Vale sinaliza continuidade do seu plano de crescimento orgânico e por aquisições. A operação em Guaíra faz parte da estratégia de aproximar estruturas de recepção dos polos produtivos, concentrados em áreas onde a cooperativa projeta alta de produtividade nos próximos ciclos.
Para a I.Riedi, o negócio representa a oportunidade de focar em mercados onde mantém maior sinergia operacional, ao mesmo tempo em que preserva parceria comercial com a própria C.Vale, conforme nota conjunta divulgada pelas empresas.
Com a logística reforçada e silos adicionados, o próximo passo será integrar sistemas de gestão, equipe e carteira de clientes, movimento que deve ser concluído ao longo do segundo semestre, de acordo com fontes ligadas à cooperativa. Para acompanhar outras movimentações que afetam custos, rentabilidade e escala no campo, visite nossa editoria de lavoura digital e economia rural.
Crédito da imagem: Amanha Fonte: Amanha
