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Crédito rural recua: safra 2025/26 contrata R$ 257,5 bi

Crédito rural na safra 2025/26 soma R$ 257,5 bilhões até março, montante 9,9% menor que no mesmo período anterior e sinal claro de que os juros elevados continuam travando o apetite por financiamento no campo.

Juros altos reduzem ritmo de contratação

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O levantamento da Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar em parceria com a Fator Agro, a partir de dados do Banco Central, mostra que o volume contratado entre julho de 2025 e março de 2026 encolheu quase R$ 28 bilhões em relação à temporada 2024/25. A queda confirma a tendência já observada nos ciclos anteriores: o Plano Safra 2023/24 fechou em R$ 415,4 bilhões, enquanto o 2024/25 encerrou em R$ 377,9 bilhões.

Segundo analistas, a principal razão é o encarecimento do custo financeiro provocado pela Selic ainda em dois dígitos durante boa parte do período. Para o produtor, isso significa escolher com mais critério quais investimentos priorizar, alongar prazos de aquisição de máquinas e buscar fontes alternativas de capital de giro.

Recursos livres lideram a origem do dinheiro

Apesar da retração, o setor continua encontrando diversidade de fontes. Dos R$ 257,5 bilhões desembolsados até agora, 39% vieram de recursos livres—linhas em que a taxa é livremente pactuada entre banco e cliente. Em segundo lugar aparecem os recursos obrigatórios, com 24%, seguidos por LCA (14%), Fundos Constitucionais (10%), BNDES (6%), Poupança Rural (5%) e outras fontes (3%).

A composição aponta dois pontos práticos: bancos seguem relevantes mesmo fora das linhas equalizadas, e a fatia de Fundos Constitucionais vem ganhando espaço como alternativa para médios e grandes projetos. Para conferir as séries históricas completas, consulte a página oficial do Banco Central do Brasil.

O que esperar até o fim do ciclo 2025/26

Com R$ 594,4 bilhões ainda disponíveis no Plano Safra em vigor, há margem para acelerar contratações caso a Selic continue recuando nos próximos Comitês de Política Monetária. Na prática, cada corte de 0,25 ponto percentual reduz o custo efetivo de operações prefixadas e pode destravar investimentos travados.

Produtores que avaliam compras de máquinas ou ampliação de infraestrutura devem monitorar a janela até junho —fim do ano agrícola—, quando bancos costumam agilizar liberações para cumprir metas internas. Vale também revisar o mix de garantias exigidas: operações atreladas a CPR, penhor de safra ou fundos garantidores costumam receber condições melhores.

Embora o volume já contratado sinalize cautela, a necessidade de renovar parque tecnológico e financiar insumos estratégicos permanece. A recomendação de consultorias é integrar planejamento financeiro à estratégia de manejo para preservar margem e produtividade.

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Crédito da imagem: Amanha Fonte: Amanha

Francisco devruk

Francisco

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