Cotação do milho cai em Chicago apesar de área menor nos EUA
Cotação do milho em Chicago voltou a recuar, mesmo após os EUA confirmarem redução de 3% na área de plantio para a safra 2024/25, sinalizando que oferta global ainda não preocupa e pressionando também o mercado brasileiro.
Área menor, estoques maiores e preço de US$ 4,52/bushel
O contrato mais curto na Bolsa de Chicago fechou a quinta-feira (4/4) em US$ 4,52 por bushel, queda de 3,2% na semana. Embora a intenção de plantio divulgada em 31/3 tenha apontado 38,6 milhões de hectares – 1,2 milhão a menos que no ciclo passado –, o relatório trimestral de estoques mostrou volume 11% superior ao de março de 2023, chegando a 229,1 milhões de toneladas. Na prática, o aumento nos armazéns neutralizou o efeito de área menor e manteve o cereal próximo à média de US$ 4,54 registrada há um ano, reforçando estabilidade de preços em 12 meses.
Para o produtor brasileiro, o nível abaixo de US$ 5 limita oportunidades de hedge no curto prazo e pressiona as negociações futuras de exportação.
Safrinha quase concluída impulsiona oferta interna
No Brasil, o avanço da colheita de verão e o ritmo acelerado do plantio da safrinha – 95,5% concluído no Centro-Sul, segundo Conab – seguram os preços. As principais praças do Rio Grande do Sul se mantiveram em R$ 56,00 por saca. Já em outras regiões, as cotações oscilaram entre R$ 52,00 e R$ 68,00, levemente inferiores à semana anterior.
Mesmo fora da janela ideal, produtores seguem garantindo a semeadura, apostando em tecnologias de manejo para compensar possíveis perdas de produtividade. O detalhe que chama atenção é o Paraná: problemas climáticos já apontam cortes na expectativa da segunda safra, o que pode limitar a oferta regional no segundo semestre.
Produção brasileira estimada em 135,7 mi t e exportação menor
A consultoria AgRural revisou a produção total de milho no país para 135,7 milhões de toneladas, refletindo o quadro climático no Sul. Ainda assim, a StoneX projeta exportações de 42 milhões de toneladas, volume menor que o início das previsões devido ao consumo interno aquecido por confinamentos e pelo setor de etanol de milho.
Na prática, isso significa que a disponibilidade para embarque pode diminuir, sustentando preços domésticos no segundo semestre se o clima adverso persistir.
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Crédito da imagem: Maissoja Fonte: Maissoja
