Bioinsumos avançam 15% e movimentam R$ 6,2 bi em 2025
Bioinsumos alcançaram faturamento recorde de R$ 6,2 bilhões em 2025, alta de 15,2% sobre o ano anterior e cobertura de 194 milhões de hectares – sinal de que o produtor confia cada vez mais nas soluções biológicas para ganhar eficiência, driblar resistência de pragas e reduzir custo por hectare.
Demanda cresce puxada por controle de pragas e profissionalização
Os dados constam do boletim trimestral da CropLife Brasil e confirmam a retomada do ritmo de expansão após a leve retração vista em 2024. Segundo a entidade, quatro fatores explicam o salto: maturidade industrial, avanço do manejo integrado, maior adesão nas fazendas e formulações tecnológicas mais estáveis. Esse movimento acontece em meio ao reforço da pesquisa pública e privada – a Embrapa, por exemplo, mantém programas voltados ao desenvolvimento de agentes biológicos.
Dentro do mix, os bioinseticidas lideraram a receita, somando R$ 2,1 bilhões (+33,4%), impulsionados pela resistência crescente de pragas aos químicos e pela pressão de surtos, como o da mosca-branca. Na sequência aparecem bionematicidas (R$ 1,8 bi, −10,4%), biofungicidas (R$ 1,3 bi, +41%) e inoculantes (R$ 812 mi, +13%).
Área tratada avança 28% e consolida adoção na soja
O salto de 151 para 194 milhões de hectares reforça a penetração do biológico em grandes culturas. A soja responde por 62% do valor de mercado, seguida de milho (22%) e cana-de-açúcar (10%). Entre os Estados, Mato Grosso lidera com 24% do consumo, enquanto o Matopiba já representa 11% da área tratada, graças a condições de solo e clima que potencializam a resposta ao produto.
Em termos de extensão, inoculantes continuam no topo (77 mi ha, +9%), mas bioinseticidas mostram a maior aceleração proporcional (47 mi ha, +42%). Bionematicidas (44 mi ha, +60%) e biofungicidas (26 mi ha, +37%) completam o quadro.
Lei dos Bioinsumos pode destravar ainda mais o setor
Sancionada no fim de 2024, a Lei dos Bioinsumos aguarda regulamentação. A CropLife enviou minuta ao Ministério da Agricultura e projeta que as regras fiquem prontas até o fim deste ano. Para a indústria, a definição de prazos e responsabilidades tende a acelerar registros, ampliar a oferta e dar segurança jurídica ao produtor que já investe em biossoluções.
Enquanto não há projeção oficial para 2026, o gerente-executivo Renato Gomides destaca que as empresas seguem injetando recursos em P&D, indicando expectativa de demanda firme. Na prática, quem adotar biológicos combinados ao manejo integrado pode ganhar produtividade, mitigar riscos fitossanitários e reduzir a dependência de moléculas tradicionais.
O avanço recorde do mercado de bioinsumos reforça a procura por tecnologias de proteção inteligente da lavoura. Para acompanhar outras soluções que elevam a sustentabilidade e o desempenho no campo, visite nossa editoria de proteção inteligente do campo.
Crédito da imagem: Agfeed Fonte: Agfeed
