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Biodiesel B20 entra em teste no Brasil já em maio; veja impactos

Biodiesel B20 começa a ser avaliado pelo Instituto Tecnológico de Mauá em maio, abrindo caminho para uma mistura de 20% de biocombustível no diesel que pode reduzir custos logísticos, ampliar o uso de soja e cana na matriz energética e diminuir emissões já na próxima safra.

O que está previsto nos ensaios de bancada e dinamômetro

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Coordenada por Renato Romio, gerente da divisão de veículos do instituto, a primeira fase usará motores estacionários para comparar o desempenho do diesel com 15% (B15) e 20% (B20) de biodiesel. Os combustíveis chegam na última semana de maio, e cada motor rodará 300 horas. Serão monitorados:

  • entupimento de filtros;
  • comportamento do sistema de injeção;
  • desgaste e pulverização dos bicos injetores.

A etapa seguinte medirá emissões em misturas de 7%, 20% e 25% de biodiesel, ampliando a base de dados solicitada por montadoras e distribuidores antes de qualquer mudança regulatória.

Por que o acréscimo interessa ao campo e ao transportador

Hoje o Brasil já adota B15 no diesel e 30% de etanol anidro na gasolina, mas a crise energética agravada pela guerra no Irã fortaleceu a pressão por menos dependência de combustíveis fósseis importados. Ao elevar a proporção para B20, o país:

  • valoriza a cadeia da soja e da cana, principais matérias-primas do biodiesel;
  • pode reduzir emissões de CO2 e material particulado sem trocar a frota;
  • estimula a indústria de esmagamento, gerando farelo para ração;
  • mitiga oscilações de preço do diesel de petróleo.

Segundo Daniel Amaral, diretor de economia da Abiove, os testes “devem abrir portas para misturas superiores ao B15, criando um cenário promissor para o setor”.

Próximos passos e desafios regulatórios

Se os resultados confirmarem desempenho mecânico adequado, o Instituto Mauá entregará um relatório técnico à Agência Nacional do Petróleo (ANP) e ao Ministério de Minas e Energia. Esse documento servirá de base para ampliar a mistura obrigatória, decisão que também depende de análises de oferta de matéria-prima e impacto nos preços ao consumidor.

Estudo da Embrapa mostra que cada ponto percentual adicional de biodiesel pode representar mais de 800 mil toneladas de soja processada por ano, sinalizando ganho direto para produtores e cooperativas.

Para frotistas, a principal incerteza recai sobre garantia de fábrica e manutenção. Os 300 horas de prova de motores visam justamente responder a essas dúvidas antes de qualquer escalonamento nacional.

A ampliação da mistura de biodiesel é mais um passo rumo à eficiência energética e à diversificação de receitas no campo. Para acompanhar outras medidas que afetam custos operacionais e rentabilidade da lavoura, siga lendo nossa editoria de lavoura digital e econômica.

Crédito da imagem: Forbes Fonte: Forbes

Francisco devruk

Francisco

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