VLI investe R$ 80 mi e eleva 23% capacidade de grãos no Itaqui
VLI investe R$ 80 milhões no Porto do Itaqui para turbinar a movimentação de soja e milho no Terminal Portuário São Luís. O aporte promete elevar em 23% a capacidade de embarque de grãos, reduzir gargalos internos em mais de 30% e, na prática, dar fôlego logístico aos produtores da região do Matopiba que dependem da ferrovia Norte-Sul para chegar ao mar.
O que muda com a ampliação no Maranhão
Hoje, o terminal da VLI já despacha 3.000 toneladas por hora (t/h). Após as obras, previstas para terminar no primeiro trimestre de 2027, o ritmo poderá chegar a 3.700 t/h. Dentro do pátio, o fluxo de grãos passará de 1.500 t/h para até 2.000 t/h, ganho que encurta filas, reduz paradas de trem e diminui custos de carregamento.
Além de grãos, o complexo localizado no Porto do Itaqui também lida com combustíveis, celulose e ferro-gusa. Em 2025, o conjunto desses produtos somou quase 5,8 milhões de toneladas, recorde histórico para a companhia.
Impacto direto para produtores e tradings
O Matopiba — fronteira agrícola que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — depende da malha ferroviária operada pela VLI para escoar safras até a costa. A ampliação reduz o tempo de ciclo dos vagões, libera capacidade na ferrovia e aumenta a competitividade dos grãos brasileiros no Golfo dos EUA, na Europa e na Ásia.
Segundo Alessandro Gama, diretor de Planejamento, Engenharia e Tecnologia da VLI, a estratégia “reforça o compromisso de apoiar o crescimento do agronegócio brasileiro”. Para o produtor, isso se traduz em menor risco de congestionamento em pico de colheita e potencial de frete mais competitivo na negociação com tradings.
Detalhe que chama atenção: pera ferroviária maior
O pacote de obras inclui a expansão da pera ferroviária — anel de trilhos que permite a descarga contínua de vagões sem manobras complexas. Esse ponto costuma ser o gargalo em terminais portuários: quando a pera fica limitada, a composição aguarda mais tempo para descarregar, elevando custo logístico por tonelada.
Com a nova geometria, a companhia estima cortar o tempo de descarga por trem e liberar rapidamente a linha para o próximo comboio. De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, otimizar esse tipo de estrutura é uma das formas mais eficazes de reduzir o custo Brasil na cadeia de grãos.
Conexão com outros corredores logísticos
Além de São Luís, a VLI opera terminais em Santos (SP) e Vitória (ES), interligando os principais polos de produção a saídas marítimas estratégicas. A sinergia entre esses corredores deve favorecer decisões de roteamento conforme variação cambial, disponibilidade de navios e cotações internacionais.
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Crédito da imagem: Forbes Fonte: Forbes
