China proíbe frango do Chile após surto de gripe aviária
China proíbe frango do Chile em resposta a um novo surto de gripe aviária detectado no país sul-americano, decisão que interrompe de imediato todo o comércio de aves e subprodutos chilenos com o maior comprador mundial de proteínas.
Proibição imediata atinge carne, subprodutos e ovos
O comunicado da Administração Geral das Alfândegas da China, divulgado nesta quarta-feira (15/04), estabelece bloqueio total para frangos inteiros, cortes, processados, miúdos, ovos e qualquer insumo que contenha matéria-prima avícola vinda do Chile. Lotes já embarcados mas ainda não liberados pela alfândega serão retidos e destruídos, segundo a nota oficial.
É a segunda suspensão em menos de três anos. A última, provocada por um foco semelhante, durou 18 meses e só foi revogada no fim de 2024. Antes da primeira interrupção, o mercado chinês respondia por cerca de 29 mil toneladas anuais de carne de frango chilena, equivalentes a 15% das exportações do segmento em 2022.
Impacto direto para produtores e cadeia de suprimentos
Para os frigoríficos chilenos, a medida significa perda imediata de um dos destinos mais rentáveis, com potencial enxugamento de margens e necessidade de redirecionar embarques para mercados secundários, onde o preço de venda é menor. Já importadores chineses podem buscar fornecedores alternativos – entre eles Brasil, Estados Unidos e Argentina – o que tende a sustentar os preços internacionais do frango no curto prazo.
Analistas alertam que contratos futuros em portos asiáticos podem oscilar enquanto não houver sinal de reabertura. Na prática, o produtor chileno precisa reforçar protocolos de biossegurança para encurtar o prazo de retorno, enquanto concorrentes de outros países ganham espaço nas gôndolas chinesas.
Contexto sanitário amplia vigilância no agro
A China ampliou o controle em fronteiras após registrar, no fim de março, foco de febre aftosa em 219 bovinos na região noroeste. O endurecimento da fiscalização reforça a percepção de que barreiras sanitárias seguirão como ferramenta de proteção de mercado e de saúde pública.
Segundo especialistas do Ministério da Agricultura brasileiro, a influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) exige isolamento rápido das granjas afetadas, abate sanitário e monitoramento intensivo do trânsito de aves vivas – recomendações detalhadas no programa oficial de influenza aviária.
O caso chileno reforça a importância de sistemas de vigilância precoce e de planos de contingência bem definidos, sobretudo quando se negocia com parceiros que respondem por grandes volumes de carne in natura.
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Crédito da imagem: Forbes Fonte: Forbes
