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Preços do diesel recuam em abril e aliviam custo no campo

Preços do diesel finalmente apontaram queda na segunda semana de abril, sinalizando possível alívio para o frete agrícola depois de um salto de 22,1% desde o fim de fevereiro, quando estourou o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. O monitor Veloe/Fipe registrou recuo de 0,92% no valor médio nacional do diesel S-10, que passou de R$ 7,62 para R$ 7,55 por litro, movimento que pode refletir diretamente no custo de escoar grãos, carnes e insumos pelo país.

Recuo de 0,92% interrompe sequência de altas

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O relatório, produzido pela Veloe com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostra que a trégua chega depois de seis semanas consecutivas de avanço. Mesmo com o recuo, há forte disparidade regional: desde o início da guerra no Oriente Médio até a segunda semana de abril, Bahia lidera as altas com 33,2%, seguida por Paraná (26,2%) e Maranhão (25,9%). Na outra ponta, Acre (10,8%), Amazonas (11,3%) e Amapá (14,4%) tiveram os menores reajustes no período.

Segundo especialistas da Fipe, a oscilação do barril de petróleo e a volatilidade cambial seguem no radar. “A questão agora é saber se a acomodação – tanto dos preços quanto do conflito – vai se firmar ou dar lugar a novos repiques”, alerta o estudo, reforçando a incerteza que ainda cerca custos logísticos no agro.

Impacto direto no frete agrícola e no planejamento

Para produtores e cooperativas, cada centavo a menos no litro do diesel se traduz em economia real no transporte de grãos, insumos e máquinas. Em rotas longas de soja, por exemplo, uma redução de 0,07 R$/L pode representar milhares de reais poupados por safra. Esse ponto é crucial em um momento em que margens apertadas exigem planejamento afinado e contratação antecipada de frete.

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o diesel responde por até 55% do custo total do transporte rodoviário agrícola, o modal dominante no Brasil. Qualquer variação, portanto, impacta diretamente a competitividade da produção nacional nos portos e no mercado interno.

Etanol e gasolina seguem estáveis em abril

O monitor também aponta estabilidade nos demais combustíveis. O etanol manteve média de R$ 4,79/litro nas duas primeiras semanas do mês, enquanto a gasolina atingiu pico anual de R$ 6,87/litro na primeira semana e recuou simbólicos R$ 0,01 na sequência. Para a Veloe, o comportamento sugere menor pressão imediata sobre a cadeia de suprimentos, mas o cenário internacional ainda provoca cautela.

Entender a dinâmica dos combustíveis é crucial para decisões de compra de insumos, venda de grãos e contratação de frete. Para seguir acompanhando movimentos que afetam produtividade e custo no campo, visite nossa editoria de lavoura digital e economia rural.

Crédito da imagem: Globorural.globo Fonte: Globorural.globo

Francisco devruk

Francisco

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