VLI renova contrato com bp e projeta 10% mais açúcar no porto
VLI renova contrato com bp bioenergy e abre caminho para expandir o escoamento de açúcar VHP rumo ao Porto de Santos, reforçando a competitividade logística do Centro-Sul e sinalizando ganho de capacidade já a partir da próxima safra.
Contrato de longo prazo mira crescimento gradual de volume
Assinado nesta terça-feira (15/4) durante a Intermodal South America 2026, em São Paulo, o novo acordo mantém a parceria iniciada há cinco safras e estabelece metas de aumento progressivo de carga. Embora os números exatos permaneçam confidenciais, a VLI confirma que a bp bioenergy terá espaço maior em sua malha. Entre 2021 e 2025, cerca de 6,4 milhões de toneladas deixaram usinas de São Paulo, Minas Gerais e Goiás rumo ao mercado externo pelas mãos da operadora.
O esquema multimodal continua o mesmo: caminhões gerenciados pela plataforma digital Trato ligam as unidades produtoras aos terminais ferroviários de Uberaba (MG) e Guará (SP). Dali, a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) assume o transporte até a Baixada Santista, onde o açúcar é embarcado para destinos na Ásia, Oriente Médio e África.
Tiplam amplia calado e bate recorde de embarque
O Porto de Santos é peça-chave no plano. Responsável por cerca de 20% das exportações de açúcar que saem da Baixada Santista, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam) passou por dragagem e elevou o calado de 13,35 m para 14,10 m. O ajuste permitiu acréscimo aproximado de 10% na capacidade dos navios, resultando no maior embarque de sua história: 83 mil toneladas destinadas ao Oriente Médio em agosto passado, exatamente para a bp.
Com a infraestrutura reforçada, o Tiplam fechou 2025 com 14,3 milhões de toneladas úteis — avanço de mais de 6% em relação ao ano anterior — e sustenta o plano de crescimento firmado agora.
Corredores ferroviários devem puxar novo salto em 2026
Além da rota Sudeste, que liga o Centro-Oeste a Santos, a companhia espera incrementar fluxos no Corredor Norte, conectado aos portos do Maranhão pela Ferrovia Norte-Sul. Já o Corredor Leste, que desemboca em Vitória (ES), será mantido nos níveis atuais por estratégia operacional. Em 2025, os três corredores somados registraram 43,5 bilhões de TKU, 4% acima de 2024.
Para o produtor e para o segmento sucroenergético, o ganho é direto: mais capacidade ferroviária significa menor risco de fila no porto, frete potencialmente mais competitivo e previsibilidade na janela de exportação — fatores decisivos em temporadas de preço pressionado.
Movimentos como o da VLI confirmam a importância de integrar ferrovia, porto e tecnologia de gestão para defender margem em um ciclo de commodities mais barato. Para acompanhar outras estratégias que impactam produtividade e eficiência de custos no agro, visite nossa editoria de lavoura digital e econômica.
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