Safra de soja recorde: Conab projeta 179 mi t em 2026
Safra de soja recorde é a expressão que define a nova estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o ciclo 2025/26: 179,15 milhões de toneladas. O número, 1,3 milhão acima da projeção anterior, eleva a perspectiva de produção brasileira em 4,5% frente à temporada passada — ganho que tende a reforçar a competitividade do produtor, ampliar a oferta para a indústria e sustentar o Brasil na liderança global do grão.
Produtividade atinge patamar histórico
Com 85,7% da área já colhida, a Conab revisou a produtividade média para 3.696 kg/ha, o melhor resultado nacional já registrado. O ajuste reflete o clima mais seco de março, que acelerou a retirada das lavouras sem comprometer o enchimento de grãos. Na prática, o avanço de 0,7% sobre o cálculo anterior — e de 2% em relação à safra passada — significa maior diluição de custos por hectare, potencial de redução no custo unitário da saca e fôlego extra para investimentos em tecnologia no próximo plantio.
Os dados oficiais podem ser consultados no portal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), referência em estatísticas de produção agrícola.
Exportação deve quebrar novo recorde
Com mais soja disponível, a estatal elevou em 1,01 milhão de toneladas a projeção de embarques, agora estimados em 115,4 milhões t — 6,5% acima do volume enviado em 2024/25. O cenário favorece a geração de divisas e reforça o fluxo de caixa das tradings, mas também pressiona a logística portuária, especialmente nos corredores do Norte.
Do lado industrial, o esmagamento foi rebaixado em 359 mil t, para 60,52 milhões, após o governo adiar a elevação da mistura de biodiesel. Enquanto a decisão não é revisitada, parte da oferta seguirá direcionada ao mercado externo.
Milho e algodão: ajustes menores, mas relevantes
No mesmo relatório, a Conab elevou a safra total de milho para 139,57 milhões t — 1,3 milhão a mais que o cálculo anterior — puxada pela segunda safra de 109 milhões t. Ainda assim, o cereal deve ficar abaixo do recorde de 141,16 milhões t de 2024/25. Já o algodão em pluma passou a 3,8 milhões t, recuo anual de 5,8%, mas com projeção de exportação mantida em 3,2 milhões t, consolidando o Brasil como principal fornecedor mundial da fibra.
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Crédito da imagem: Forbes Fonte: Forbes
