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Preço do etanol despenca no início da safra 2026/27 em SP

Preço do etanol nas usinas paulistas recuou 3,5% na primeira quinzena de abril, ampliando a pressão de baixa com a largada da safra 2026/27 e sinalizando alívio de custos para a cadeia de combustíveis.

Oferta acelera e derruba cotações em plena largada da moagem

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Entre 6 e 10 de abril, o indicador Cepea/Esalq apontou o etanol hidratado a R$ 2,7873/litro (sem impostos), enquanto o anidro ficou em R$ 3,1948/litro — ambos com queda de 3,47% sobre a semana anterior. Segundo o Cepea, vendedores anteciparam lotes temendo novas desvalorizações à medida que mais usinas retomam a moagem de cana-de-açúcar. A informação foi detalhada em transmissão da Record, reforçando a expectativa de produção maior já no começo da temporada.

Por que a queda importa para o produtor e para o mercado

Na prática, valores mais baixos aumentam a competição entre etanol e gasolina, justamente quando o petróleo segue volátil devido às tensões no Oriente Médio. Para o produtor de cana, o preço menor exige atenção ao “mix” industrial: com o açúcar também perdendo força e o dólar em patamar mais baixo, a tendência é direcionar mais matéria-prima ao biocombustível, ampliando ainda mais a oferta.

Desde meados de março, o hidratado já acumula retração de 5,3%. Mesmo assim, o valor na bomba permanece estável em torno de R$ 4,50/litro, segundo a ANP. Caso o repasse ocorra, postos podem usar o etanol como arma para segurar reajustes da gasolina, criando oportunidade de ganho de volume para distribuidoras e de economia direta para o motorista.

Fatores que reforçam a pressão: safra maior e etanol de milho

Previsões climáticas indicam tempo mais seco nas próximas semanas, permitindo ritmo acelerado de colheita. Além disso, a recuperação da safra de cana no Centro-Sul e a continuidade da expansão das destilarias de milho abrem espaço para produção recorde de etanol em 2026/27. O ponto que mais chama atenção é a possibilidade de um mercado saturado justamente no início do período de maior consumo, o que pode prolongar a fase de preços comprimidos.

Do lado comprador, distribuidoras seguem cautelosas. Mesmo adquirindo volumes pontuais para recompor estoques, o ritmo de negócios é descrito pelo Cepea como “fraco”, sinalizando que os agentes aguardam novas quedas antes de fechar lotes maiores.

O que acompanhar nos próximos meses

• Evolução da moagem: início simultâneo de mais usinas pode acelerar a oferta.
• Comportamento do petróleo: qualquer novo choque pode reverter a vantagem de preço.
• Repasse ao varejo: se a bomba reagir, o etanol ganha competitividade sobre a gasolina.
• Decisão de mix pelas usinas: maior foco em etanol pode pressionar ainda mais o mercado.

Para quem acompanha custos de produção, comercialização ou abastecimento, entender a dinâmica de preços do biocombustível ajuda a ajustar planejamento e estratégias de venda ao longo da safra. Siga nossa editoria de economia digital da lavoura para continuar atualizado sobre preços, eficiência e rentabilidade no campo.

Crédito da imagem: Forbes Fonte: Forbes

Francisco devruk

Francisco

Transformando visão em realidade através da dedicação, da técnica e do compromisso com a excelência

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