Avicultura catarinense: de 1 aviário a 21 granjas familiares
Avicultura catarinense ganha um novo caso de referência: em três décadas, o produtor Osvaldo Fávaro saiu de um único galpão para 21 granjas, provando que parceria, automação e boa gestão de matrizes podem multiplicar resultados e reduzir riscos para quem vive do frango de corte.
Parceria familiar impulsiona escala e previsibilidade
Quando iniciou o primeiro aviário em 1994, a capacidade era de apenas 7,5 mil aves. A virada veio com a decisão de não crescer sozinho. Fávaro convidou irmãos e outros parentes a entrarem no negócio, criando sociedades independentes, porém integradas, que compartilham compras, logística e assistência técnica. O modelo garante escala de produção, dilui custos fixos e facilita o acesso a linhas de crédito específicas para avicultura.
Hoje, as 21 granjas administradas em conjunto só existem porque o produtor atrelou a expansão ao sistema de integração industrial, que fornece pintinhos, ração e suporte tecnológico. “Sozinho se vai rápido, mas em grupo se vai longe”, resume ele.
Tecnologia e controle rigoroso elevam margens no segmento de matrizes
A família Fávaro migrou da engorda convencional para o exigente segmento de matrizes, onde cada ovo vale muito mais por gerar milhares de frangos comerciais. Nessa fase, qualquer deslize de higiene ou ambiência derruba a produtividade.
Para manter padrões, o produtor investiu em automação de climatização, sensores de temperatura e coleta automática de ovos, sem abrir mão da presença humana para inspeções. Segundo a Embrapa, ajustes de um grau na ambiência podem afetar em até 5 % a taxa de postura, o que explica a preocupação com controle fino de dados.
Resultado: a operação familiar entrega lotes mais uniformes, ganha bônus por desempenho e garante previsibilidade de caixa, algo que Fávaro buscava desde que deixou culturas sazonais como fumo e banana.
Sucessão planejada garante futuro e inovação contínua
Um dos principais orgulhos do avicultor não está nos números, mas na sucessão. Os filhos já comandam áreas de nutrição, finanças e manutenção, trazendo softwares de gestão e relatórios em tempo real, enquanto o patriarca atua como mentor estratégico. A divisão clara de responsabilidades mantém o padrão sanitário e evita sobrecarga operacional.
Para quem pensa em investir, Fávaro aconselha planejamento minucioso, dedicação à rotina de granja e disposição para aprender com a equipe. “O resultado depende da soma entre tecnologia e pessoas comprometidas”, reforça.
A história mostra que, com gestão econômica eficiente e integração bem estruturada, mesmo operações modestas podem ganhar escala e competitividade. Para acompanhar outras estratégias de gestão econômica no campo, siga nossa editoria e fique por dentro dos avanços que impactam a rentabilidade no agro.
Crédito da imagem: Canalrural Fonte: Canalrural
