Exportações de café de Uganda sobem 17% e batem recorde
Exportações de café de Uganda avançaram 17,3 % em fevereiro frente ao mesmo mês de 2025, totalizando 651.933 sacas de 60 kg e reforçando a posição do país como maior fornecedor africano do grão. O salto, atribuído pelo Ministério da Agricultura ugandês ao “aumento da produção de café”, projeta impacto direto na renda dos produtores e mantém o mercado internacional atento ao ritmo de embarques vindo do Leste da África.
Volume maior consolida liderança de Uganda na África
Com a Etiópia na segunda colocação, Uganda segue na dianteira do comércio de café do continente. O desempenho de fevereiro confirma a tendência de oferta robusta em 2026, ano em que o país busca ampliar áreas cultivadas e adotar cultivares mais produtivas. Na prática, isso significa mais matéria-prima disponível para torrefadores globais e potencial pressão de baixa sobre cotações, especialmente para cafés robusta, variedade predominante no país.
Receita externa ganha US$ 900 milhões em 12 meses
Entre março de 2025 e fevereiro de 2026, o café gerou US$ 2,5 bilhões às contas externas ugandesas, avanço expressivo sobre os US$ 1,6 bilhão do ciclo anterior. O salto de 56 % no faturamento ocorre em meio a um cenário de realocação de origem pelos compradores, que buscam diversificar fornecedores diante de questões logísticas e climáticas em outros polos produtores.
O que muda para o produtor e para o mercado
1. Preço de compra na fazenda: maior volume tende a limitar ganhos adicionais, mas contratos de longo prazo com torrefadores internacionais podem assegurar margens.
2. Investimento em manejo: a expansão de produção passa por renovação de cafezais, recomendada para elevar rendimento por hectare e qualidade do grão.
3. Logística: com embarques acima de 650 mil sacas mensais, gargalos em portos e estradas entram no radar do governo e de exportadores.
Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o café responde por mais de 20 % das exportações agrícolas totais de Uganda, papel fundamental para o PIB rural e para a geração de empregos em zonas produtoras.
No curto prazo, analistas monitoram se o ritmo de colheita continuará acima do esperado e como isso influenciará os contratos futuros em Londres. Produtores também acompanham a evolução do câmbio local, fator que pode amortecer variações de preço externo.
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Crédito da imagem: Forbes Fonte: Forbes
