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Estoques de milho nos EUA seguem altos, aponta USDA

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Estoques de milho nos EUA continuam em patamar confortável, segundo o relatório de abril do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA). A manutenção de 2,127 bilhões de bushels para 2025/26 – maior volume em sete anos – reforça pressão sobre preços justamente quando a guerra envolvendo Irã eleva o custo dos fertilizantes nitrogenados, decisivos para o plantio de milho e trigo.

USDA mantém números e sinaliza oferta folgada de grãos

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Mesmo com o cenário geopolítico turbulento, o USDA não alterou as estimativas de fim de safra para os três principais grãos dos Estados Unidos. O milho fica em 2,127 bilhões de bushels; a soja, em 350 milhões; e o trigo sobe de 931 para 938 milhões de bushels com a previsão de mais importações.

No quadro global, os estoques de milho avançam para 294,81 milhões de toneladas, levemente acima da projeção anterior (292,75 milhões) e das apostas do mercado. Para a soja norte-americana, nada muda – mas a seca que atinge as planícies mantém 71% do trigo de inverno sob algum grau de estresse, segundo o Monitor de Seca dos EUA. A condição “boa a excelente” desse cereal caiu para 35%, mínima em três anos para a época.

Analistas avaliam que a combinação de fertilizante caro e incerteza climática pode levar agricultores a priorizar a soja, cultura menos dependente de nitrogênio. Porém, enquanto o conflito não afeta o abastecimento efetivo, “o milho e o trigo ainda exibem estoques suficientes para conter altas expressivas de preço”, lembra Arlan Suderman, economista-chefe da StoneX.

Brasil mantém produção, mas exportação de soja sobe

Para o Brasil, o USDA repetiu as projeções já robustas: 180 milhões de toneladas de soja e 132 milhões de toneladas de milho em 2025/26. A novidade é o ajuste na exportação de soja brasileira, que ganha 1 milhão de toneladas e chega a 115 milhões, enquanto o volume norte-americano cai para 41,9 milhões.

No milho, nenhuma alteração: 43 milhões de toneladas devem sair do Brasil, mantendo o país como segundo maior exportador, atrás dos EUA (83,82 milhões). Na prática, a oferta folgada norte-americana tende a segurar cotações internacionais, exigindo ainda mais eficiência logística e comercial do produtor brasileiro para manter margens.

O que muda para quem produz e negocia grãos

• Preço futuro: estoques altos reduzem o espaço para rally de curto prazo no Chicago Board of Trade.
• Estratégia de plantio: fertilizante caro pode reforçar a troca de milho por soja em algumas regiões dos EUA, o que merece monitoramento de quem exporta milho brasileiro no 2º semestre.
• Competitividade: aumento nas vendas externas de soja do Brasil confirma vantagem cambial e pressão de oferta, exigindo atenção à qualidade e ao timing de embarque.

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Isso acontece num momento em que margens apertadas exigem decisão rápida sobre travas de preço e compra antecipada de insumo. Para muitos produtores brasileiros, acompanhar os relatórios do USDA virou ferramenta essencial de gestão de risco.

Quer entender como dados de safra, custos e mercado influenciam a rentabilidade da sua operação? Explore nossa editoria de lavoura digital e econômica para mais análises e estratégias.

Crédito da imagem: Forbes Fonte: Forbes

Francisco devruk

Francisco

Transformando visão em realidade através da dedicação, da técnica e do compromisso com a excelência

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