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Preços da soja recuam à espera do USDA e dólar em baixa

Preços da soja voltaram a perder fôlego nesta quarta-feira (8) em grande parte do Brasil, num pregão marcado por baixa liquidez, dólar em queda e expectativa pelo novo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que sai nesta quinta-feira.

Relatório do USDA trava vendedores e compradores

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Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, produtores, tradings e indústrias preferiram adiar negócios até conhecerem os números atualizados de estoques e produção global. A cautela deixou o ritmo de ofertas praticamente parado e os prêmios de exportação quase sem alteração.

O mercado projeta corte marginal nos estoques norte-americanos, de 350 milhões para 348 milhões de bushels, e leve ajuste na safra brasileira, de 180 milhões para 179,8 milhões de toneladas. Já a Argentina pode ter pequeno acréscimo, passando de 48 milhões para 48,1 milhões de toneladas.

Dólar mais fraco e Chicago volátil pressionam cotações internas

O dólar comercial recuou 1%, fechando a R$ 5,1025, depois de oscilar entre R$ 5,0651 e R$ 5,1191. A movimentação cambial reduziu a competitividade da soja brasileira na exportação e ajudou a derrubar os preços pagos ao produtor. Na Bolsa de Chicago, o grão encerrou com leve alta, mas insuficiente para reverter a pressão doméstica.

  • Soja maio/24: US$ 11,62 por bushel (+0,32%)
  • Soja julho/24: US$ 11,78 por bushel (+0,29%)
  • Farelo maio/24: US$ 314,10 por t (-0,73%)
  • Óleo maio/24: 67,42 ¢/lb (-3,29%)

O recuo de 3,29% no óleo refletiu a forte queda do petróleo, motivada pelo alívio geopolítico entre Estados Unidos e Irã. Grão e farelo, por sua vez, foram sustentados pela fraqueza do dólar no exterior.

Veja como ficaram as cotações nas principais praças brasileiras

O movimento foi majoritariamente de baixa, com Rio Verde (GO) registrando a única alta do dia.

  • Passo Fundo (RS): de R$ 124,00 para R$ 123,00
  • Santa Rosa (RS): de R$ 125,00 para R$ 124,00
  • Cascavel (PR): de R$ 120,00 para R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): de R$ 110,00 para R$ 109,00
  • Dourados (MS): de R$ 111,50 para R$ 110,50
  • Rio Verde (GO): de R$ 109,00 para R$ 109,50
  • Paranaguá (PR): de R$ 130,00 para R$ 129,00
  • Rio Grande (RS): de R$ 130,00 para R$ 129,00

Para o produtor, o detalhe que mais chama atenção é a combinação de preços menores com custos ainda elevados. A decisão de travar ou não a comercialização dependerá do que o USDA apontar sobre a próxima safra dos EUA e sobre a demanda chinesa, fatores que podem mexer nas cotações já neste fim de semana.

O que monitorar a partir de agora

Além dos estoques globais, profissionais de mercado também acompanham o avanço do plantio norte-americano e novos boletins climáticos no Brasil. Qualquer sinal de aperto maior na oferta pode levantar prêmios e destravar volumes.

Para quem busca projeções locais, a Conab divulga seu próximo levantamento de safra em 14 de maio, fonte que também pode balizar preços internos (acesse aqui).

Com o USDA batendo à porta e o câmbio ainda volátil, a recomendação dos analistas é manter o radar ligado. Para acompanhar mais análises sobre rentabilidade, custos e estratégia de venda, visite nossa editoria de lavoura digital e econômica.

Crédito da imagem: Canalrural Fonte: Canalrural

Francisco devruk

Francisco

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