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Queda do boi gordo no 2º semestre com cota chinesa, diz JBS

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Queda do boi gordo deve ganhar força a partir de julho, quando a cota de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina que entra na China sem sobretaxa de 55% deve se esgotar, segundo o diretor-executivo global da JBS, Gilberto Tomazoni. Aos pecuaristas, a mensagem é clara: prepare-se para preços mais baixos da arroba e para um mercado doméstico pressionado por excesso de oferta.

Cota chinesa perto do limite muda a rota da carne brasileira

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A China absorveu quase 50% das exportações brasileiras de carne bovina em 2025. Para 2026, entretanto, entram em cena dois travões: além do teto de 1,1 milhão t, cerca de 350 mil t embarcadas no fim de 2025 já contam na cota de 2026 por terem chegado a portos chineses este ano. O resultado é um potencial recuo de até 950 mil t na demanda chinesa, volume que terá de achar destino no mercado interno ou em outros importadores.

Mesmo com a expansão do consumo em países do Sudeste Asiático e com o ciclo de baixa oferta de gado nos Estados Unidos, esses mercados não crescem na mesma velocidade necessária para compensar o vazio deixado pela China, afirmou o executivo durante o 12 Annual Brazil Investment Forum, do Bradesco BBI. Dados preliminares do Ministério da Agricultura confirmam a dependência chinesa: em 2025, o país asiático respondeu por 48,4% da proteína bovina que saiu do Brasil.

Confinamentos reforçam a pressão sobre a arroba

Além do freio na exportação, a JBS projeta aumento do número de animais confinados prontos para abate no segundo semestre. Essa oferta extra chega justamente quando as plantas exportadoras perderão parte do seu maior cliente, reforçando um cenário de “sobra” de boi gordo no mercado doméstico e potencial queda da arroba.

Para o pecuarista, isso significa margem apertada caso o custo de produção – especialmente ração e bezerro magro – não recue na mesma proporção. Já os frigoríficos podem ganhar competitividade em mercados alternativos, à medida que o preço interno do boi recua.

Demanda global segue firme, mas não elimina o risco

Executivos de Minerva Foods e MBRF, que também participaram do fórum, reforçaram a visão de demanda global sólida, citando estoques estratégicos maiores por causa da guerra no Oriente Médio e possíveis aberturas em Japão e Coreia do Sul. Mesmo assim, Tomazoni lembra que o “buraco” deixado pela China é grande demais para ser fechado no curto prazo. Na prática, a combinação de excedente interno e custos logísticos elevados tende a manter a pressão baixista sobre o boi gordo brasileiro até o fim do ano.

Ficar de olho no ritmo dos confinamentos e na evolução das negociações com novos mercados será essencial para ajustar a estratégia de venda. Para acompanhar mais análises sobre produtividade, custos e tendências econômicas no campo, visite nossa editoria de lavoura digital e econômica.

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Crédito da imagem: Globorural.globo Fonte: Globorural.globo

Francisco devruk

Francisco

Transformando visão em realidade através da dedicação, da técnica e do compromisso com a excelência

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