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Milho safrinha do Paraná sofre com falta de chuva e risco de perda

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Milho safrinha do Paraná registra queda expressiva de qualidade após outra semana com chuva abaixo da média, elevando o risco de quebra de produtividade em pleno estágio reprodutivo e colocando produtores em estado de alerta imediato.

Déficit hídrico derruba lavouras de boas para médias e ruins

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O boletim mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral) mostra que apenas 85% das áreas seguem classificadas como boas, ante 91% na semana anterior. A fatia rotulada como ruim saltou de 1% para 4%, enquanto 11% agora estão em condição média (eram 8%). O avanço da categoria ruim indica que parte das plantas já não tem chance de recuperação plena, mesmo que volte a chover nos próximos dias.

Segundo o analista Edmar Gervásio, do Deral, a mudança é explicada pelo estresse hídrico acumulado “nas fases mais sensíveis do ciclo”. O impacto é maior nas regiões sudoeste e oeste, onde os volumes de chuva ficaram abaixo da média histórica nos dois últimos meses. Cerca de 23% do cultivo está em floração e 4% em frutificação — estágios que demandam água de forma crítica para a definição de espigas e grãos.

Apesar do quadro, a projeção oficial de safra permanece em 17,54 milhões de toneladas, praticamente igual à estimativa de fevereiro e 1% inferior ao consolidado de 2025. Caso a umidade não retorne rápido, essa estimativa tende a ser revisada para baixo, seguindo o padrão observado em outras safras marcadas por estiagem.

O que muda na prática para produtor e mercado

Na lavoura, o efeito imediato é a necessidade de monitoramento mais frequente do solo e do potencial de água disponível. Sistemas de irrigação suplementar, onde existem, podem atenuar perdas, mas apenas uma recomposição de chuvas em volume adequado reverterá o cenário das áreas em condição média. “Se chover dentro do esperado, ainda há chance de parte dessas lavouras reagir”, avalia Gervásio.

Do lado do mercado, a piora no Paraná — segundo maior produtor do cereal — acende sinal amarelo para a oferta nacional no segundo semestre. Consultorias já começam a revisar prêmios de risco climático e a projetar possível sustentação de preços internos, movimento que pode ser reforçado caso outros polos importantes, como Mato Grosso do Sul, registrem situação semelhante. Relatórios da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também acompanham o impacto do clima nas demais regiões.

Para completar o quadro, a soja paranaense — cuja colheita chegou a 96% da área — manteve 84% das lavouras ainda no campo em condição boa, 14% média e 2% ruim. Embora o resultado geral continue positivo, o Deral confirma variação de produtividade onde a estiagem foi mais longa, reforçando a importância de mapeamento regional antes de fechar o planejamento de pós-colheita.

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Na prática, o produtor de milho deve reavaliar custos de proteção da lavoura, ajustar o manejo de adubação de cobertura para não desperdiçar insumos e, sempre que possível, integrar dados climáticos de curto prazo às decisões de aplicação defensiva e logística de colheita antecipada.

Para seguir acompanhando como o clima influencia rentabilidade, custos e planejamento de safra, visite nossa editoria de lavoura digital e econômica e confira análises atualizadas sobre produtividade no campo.

Crédito da imagem: Forbes Fonte: Forbes

Francisco devruk

Francisco

Transformando visão em realidade através da dedicação, da técnica e do compromisso com a excelência

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