Vigiagro apreende 3 t de produtos irregulares no aeroporto de Guarulhos
Produtos agropecuários irregulares somaram mais de três toneladas apreendidas pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro/Mapa) no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, apenas em março, evidenciando um reforço na barreira sanitária que protege a produção nacional de pragas e doenças.
Um dia com 270 kg retidos mostra intensidade da fiscalização
A operação é permanente e conta com agentes do Ministério da Agricultura e Pecuária posicionados em portos, fronteiras terrestres e, sobretudo, nos corredores de desembarque internacional. No aeroporto de Guarulhos, a rotina incluiu a retenção de até 270 kg em um único dia, volume equivalente a quase três sacas de soja. Entre os itens barrados estavam cogumelos, grãos, camarões, pescados e embutidos suínos de produção caseira — todos transportados sem a documentação sanitária exigida.
Em uma das malas, os fiscais encontraram um produto amarelado não identificado, reforçando que a diversidade de itens apreendidos vai além do que se vê nas prateleiras do mercado. Cães farejadores treinados para detectar matéria orgânica auxiliam na triagem, aumentando a eficiência da triagem sem interromper o fluxo de passageiros.
Peste suína africana e pragas vegetais: impacto direto na lavoura
Derivados de suínos trazem risco especial de introduzir a peste suína africana, enfermidade sem cura que exige o abate de rebanhos inteiros e pode provocar prejuízos milionários. Já sementes, grãos e frutas entram no país sem controle fitossanitário e podem carregar pragas exóticas capazes de comprometer safras inteiras. Para o produtor, isso significa maior custo com defensivos, eventual fechamento de mercados externos e retração na produtividade.
O Mapa mantém lista de produtos proibidos ou condicionados à autorização prévia. Quem descumpre as regras está sujeito a multa e, em casos graves, processo administrativo. As orientações oficiais sobre viagens e transporte de alimentos podem ser consultadas no site do Ministério da Agricultura, que detalha passo a passo como declarar mercadorias na chegada ao Brasil.
O que muda para quem viaja e para o agro brasileiro
Na prática, a mensagem é clara: qualquer item de origem animal ou vegetal deve ser declarado. Para embarcadores regulares — cooperativas que enviam amostras de sementes ou empresas que trazem insumos de pesquisa —, a documentação correta evita atrasos e perdas no desembaraço. Já o produtor rural sofre de forma indireta quando a fiscalização falha, pois um foco de doença pode fechar mercados e elevar os custos de controle em toda a cadeia.
Com o aumento do fluxo internacional de passageiros, a tendência é que a vigilância permaneça intensificada. Isso impõe ao setor agropecuário um desafio adicional: reforçar a conscientização de funcionários, parceiros e transportadoras sobre o risco de contaminação cruzada.
Proteção sanitária eficiente começa na mala do viajante e termina na porteira. Para acompanhar mais iniciativas de controle fitossanitário e defesa agrícola, visite nossa editoria de proteção inteligente no campo.
Crédito da imagem: Globorural.globo Fonte: Globorural.globo
