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JBS lança escola de inglês na Austrália para técnicos brasileiros

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JBS escola de inglês A JBS acaba de ativar na Austrália uma “English Academy” focada em acelerar o domínio do idioma, a adaptação cultural e a qualificação técnica de profissionais brasileiros convocados para sua maior planta de carne bovina na Oceania.

Imersão combina aula e trabalho na linha de produção

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O programa foi desenhado para que o colaborador estude 20 horas por semana e, no mesmo período, vivencie a rotina da unidade de Dinmore, em Ipswich (Queensland). A primeira turma, com 30 funcionários da área de produção já contratados no Brasil, desembarcou em março de 2026; um segundo grupo embarca em abril.

Dependendo da evolução individual, o curso pode durar até 12 meses. Todo o material foi elaborado internamente e segue o Australian Education Services for Overseas Students (ESOS) Framework, regulado pela Australian Skills Quality Authority, referência nacional para educação vocacional.

Estrutura pensada para reduzir barreiras de idioma e cultura

Para acelerar a adaptação, os participantes moram em casas mobiliadas a cerca de dois quilômetros da fábrica e da escola. O mesmo professor que ofereceu aulas on-line no Brasil — iniciadas em julho de 2025, duas vezes por semana — acompanha o grupo na fase presencial, garantindo continuidade pedagógica.

Segundo Ana Ruperez, coordenadora de Mobilidade Global da JBS Austrália, dominar o vocabulário técnico do setor de proteína animal e entender o cotidiano local são requisitos chave para a progressão de carreira internacional. “Além da fluência, a adaptação cultural é fundamental para que os profissionais evoluam”, reforça.

Movimento amplia portas para talentos do agro brasileiro

A English Academy integra o JBS Global Talent, iniciativa que há uma década promove mobilidade para unidades nos Estados Unidos, Canadá, México, Inglaterra e agora expandida internamente na Austrália. Para Fernando Meller, diretor executivo de RH da JBS Brasil, o idioma não pode mais ser barreira: “Queremos que o conhecimento técnico adquirido no Brasil ganhe escala global”.

Na prática, o modelo abre caminho para que operadores experientes em frigoríficos nacionais acessem vagas melhor remuneradas, convivam com tecnologias de processamento automatizado presentes em mercados desenvolvidos e tragam de volta ao país novos padrões de eficiência e segurança do alimento.

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O movimento da companhia surge no momento em que unidades de processamento ao redor do mundo enfrentam escassez de mão de obra qualificada e reforça a tendência de integração de equipes multiculturais dentro de grandes players do agro. Para quem atua no campo ou na indústria de carnes, é sinal claro de que investir em idiomas segue no topo da agenda de empregabilidade global.

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Crédito da imagem: Canalrural Fonte: Canalrural

Francisco devruk

Francisco

Transformando visão em realidade através da dedicação, da técnica e do compromisso com a excelência

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