Petróleo em queda reduz pressão de custos e traz alívio ao agro
Petróleo em queda reacende o otimismo dos mercados nesta quarta-feira ( …), ao mesmo tempo em que o esfriamento de tensões geopolíticas diminui o receio de novo choque de oferta. Para o agronegócio, o movimento pode significar recuo no preço do diesel, dos fertilizantes e do frete, itens que pesam no custo final da safra.
Mercados globais respiram com risco menor e barril acima de US$ 100
Apesar de ainda ser negociado acima da marca psicológica de US$ 100, a cotação do Brent recuou nas primeiras horas do dia, abrindo espaço para alta moderada das bolsas internacionais. Dados mais fortes que o esperado sobre emprego nos Estados Unidos elevaram o rendimento dos Treasuries, mas o dólar perdeu força frente a moedas emergentes. Esse alívio coincide com a redução de hostilidades no Oriente Médio, ponto que vinha sustentando prêmios de risco no petróleo.
No Brasil, o Ibovespa acompanhou o bom humor externo e fechou o pregão anterior com alta de 0,26%, aos 187 mil pontos. Já o dólar recuou para R$ 5,15, movimento que reforça a perspectiva de menor pressão sobre insumos importados usados na produção agrícola.
O que muda na prática para custo de diesel, frete e insumos
Para produtores rurais, a combinação de petróleo mais baixo e real valorizado cria oportunidade de travar parte do consumo de combustível antes da próxima janela de plantio. O diesel representa até 30% do gasto operacional em algumas culturas, segundo levantamento do Cepea/Esalq-USP; cada queda de US$ 5 no barril pode significar recuo de 2% a 3% na bomba, dependendo da política de repasse.
O movimento também tende a aliviar o preço de fertilizantes nitrogenados, que têm o gás e o óleo como referências, além de reduzir o custo do frete rodoviário de grãos. Com a safra de verão avançando, qualquer centavo economizado em transporte melhora a margem do produtor e pode influenciar as decisões de área para a segunda safra.
Hoje o mercado monitora a divulgação da produção industrial brasileira de abril, além de novos indicadores de atividade nos Estados Unidos e na China. O trio de números deve calibrar expectativas sobre demanda por commodities energéticas e agrícolas nas próximas semanas.
O petróleo menos pressionado sinaliza uma janela de menor custo para travar diesel e frete, mas o produtor deve acompanhar de perto câmbio e indicadores de atividade global, que ainda podem inverter a tendência. Para mais análises sobre rentabilidade, eficiência de custos e gestão econômica da lavoura, visite nossa editoria em Lavoura Digital & Econômica.
Crédito da imagem: Canalrural Fonte: Canalrural
