BNDES financia com R$1 bi nova usina de etanol de milho no MT
BNDES financia usina de etanol de milho com repasse de R$ 1 bilhão à RRP Energia, empresa do Grupo Piccini, elevando a industrialização do milho em Tapurah (MT) e abrindo nova fonte de renda para produtores locais.
Crédito cobre 62% do projeto e mira descarbonização
O financiamento combina recursos do Fundo Clima e da linha BNDES Finem e corresponde a 62,2% dos R$ 1,6 bilhão estimados para a primeira planta. Quando totalmente concluída, a unidade terá capacidade de processar até 1 milhão t de milho por ano e produzir 459 milhões l de etanol hidratado, 358 mil t de DDGS, 22 mil t de óleo de milho e 27 MW de energia elétrica. Segundo o banco, o complexo evitará a emissão de 309 mil t de CO₂-equivalente ao ano, alinhando-se à Política Nacional de Biocombustíveis e à Nova Indústria Brasil. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o investimento fortalece cadeias de bioenergia, acelera a transição energética e amplia a competitividade rural.
Impacto direto para produtores e empregos na região
A planta começou a operar de forma parcial em outubro de 2023, autorizada pela ANP, moendo 1,1 mil t de milho diárias e fornecendo 14,5 milhões l de etanol ao mês. Na fase inicial, foram gerados 165 empregos diretos e cerca de 500 indiretos; durante a montagem completa, o número deve chegar a 1.105 postos. Após a conclusão, a operação plena manterá 205 trabalhadores diretos e 100 indiretos. Para o produtor mato-grossense, o projeto representa novo canal de comercialização do cereal, potencial aumento da demanda local e redução de custos logísticos, além do fornecimento de coprodutos proteicos (DDGS/WDGS) para a pecuária confinada.
Segunda usina prevista para 2027 expande aposta no milho
O plano da RRP Energia inclui ainda uma segunda unidade em Diamantino (MT), com investimento previsto de R$ 950 milhões e início de produção na primeira fase ao longo de 2027. “Estruturamos ativos estratégicos que geram valor para a agropecuária e para a energia verde”, afirma o CEO Luciano Souza. Já o fundador Joci Piccini relembra que a iniciativa nasce da “confiança no potencial do milho mato-grossense” e na capacidade do agro de atrair capital de longo prazo.
Para conhecer detalhes sobre o Fundo Clima do BNDES, que viabiliza projetos de baixa emissão de carbono, consulte a página oficial do banco.
Movimentos como o do Grupo Piccini reforçam a diversificação econômica no campo e mostram como a industrialização do grão pode ampliar margens e gerar energia limpa. Siga acompanhando nossa editoria de produtividade e economia rural para entender outras estratégias que elevam a rentabilidade da lavoura.
Crédito da imagem: Agfeed Fonte: Agfeed
