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Fertilizantes: alta de custos força corte no uso em 2026

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Fertilizantes mais caros devem levar agricultores brasileiros a diminuir a quantidade aplicada nas lavouras em 2026, segundo relatório do Rabobank comentado no quadro CBN Agro, transmitido às 5h50 (Brasília) pela Record. Após um recorde de entregas no ano passado, o banco antecipa que o aperto financeiro e a escalada dos preços dos insumos vão frear a reposição plena de nutrientes nas próximas safras.

O que mudou desde o recorde de 2025

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O estudo lembra que o marco histórico de volume registrado em 2025 não deve se repetir. Em vez disso, a tendência é de ajuste para baixo, com produtores recalculando doses para preservar caixa. O Rabobank ressalta que a preocupação com o encarecimento dos adubos já existia antes mesmo do início do conflito no Oriente Médio, fator que ampliou a volatilidade e pressionou ainda mais as cotações internacionais de potássio, fósforo e nitrogênio.

Impacto direto na lavoura e nas contas do produtor

Na prática, menor uso de fertilizantes pode refletir em produtividade se não houver manejo criterioso. O relatório sugere que, diante do cenário de margens apertadas, muitos agricultores optarão por estratégias de fine-tuning — revisar análises de solo, priorizar talhões mais responsivos e postergar compras quando possível. A lógica é equilibrar necessidade agronômica e capacidade de pagamento sem comprometer a saúde financeira da fazenda.

Custos continuam no radar

Mesmo antes das tensões geopolíticas atuais, a curva de preços mostrava alta significativa. O banco enfatiza que fatores como logística global, câmbio e oferta restrita mantêm o viés de elevação no curto prazo. Para o produtor, isso significa planejar com antecedência e buscar alternativas que atenuem o desembolso — de negociação antecipada a tecnologias de aplicação de taxa variável, capazes de reduzir desperdício.

Relatórios técnicos da Embrapa reforçam que ajustes bem fundamentados, baseados em análise de solo, podem mitigar riscos de queda de rendimento quando o corte de adubo é inevitável.

Com a expectativa de menor demanda em 2026, o setor deve acompanhar de perto preços, clima de mercado e possíveis efeitos colaterais na produtividade. Para seguir analisando caminhos de eficiência econômica na lavoura, visite nossa editoria de lavoura digital e econômica.

Crédito da imagem: Globorural.globo Fonte: Globorural.globo

Francisco devruk

Francisco

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