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Produção de ração bate 94 mi t e mira 97 mi t até 2026

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Produção de ração no Brasil voltou a acelerar: depois de atingir 94 milhões de toneladas em 2025, alta de 3 % sobre o ano anterior, a expectativa da Sindirações é chegar a 97 milhões de toneladas em 2026. O avanço acompanha a recuperação das cadeias de proteína animal e o alívio nos custos de milho e farelo de soja, fatores que podem melhorar margem, produtividade e planejamento de produtores e cooperativas.

Avicultura segue liderando a demanda por insumos

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A avicultura de corte permanece como o maior consumidor de ração, com 37,85 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 2,5 % que reflete a elevação de 3,1 % no abate de frangos. Para 2026, a projeção é de 39,1 milhões de toneladas, impulsionada principalmente pelas exportações. No segmento de postura, o uso de ração cresceu 3,5 %, em linha com a expansão de 5,6 % na produção de ovos.

Suínos e confinamento bovino aceleram a expansão

Na suinocultura, a demanda por ração avançou 4,2 % em 2025, acompanhando a recuperação de 4,3 % nos abates. Já a bovinocultura de corte apresentou o salto mais forte: consumo de ração subiu 7,5 %, sustentado pela intensificação do confinamento. Dados do Cepea/Esalq mostram que o número de animais confinados saltou de 7,96 milhões para 9,25 milhões de cabeças (+16 %) e pode chegar a 10 milhões em 2026.

“O confinamento é um fator estrutural que eleva a importância da nutrição de precisão na busca por eficiência”, afirma Ariovaldo Zani, CEO da Sindirações.

Lácteos, aquicultura e mercado pet reforçam a diversificação

Na pecuária leiteira, o uso de ração aumentou 7,9 %, acompanhando a captação formal de leite, que cresceu 8 % segundo o IBGE. A aquicultura também manteve ritmo consistente: alta de 5,3 % em 2025 e previsão de quase 2 milhões de toneladas de ração em 2026, sustentada pela piscicultura que já supera a marca de 1 milhão de toneladas de peixes cultivados.

O mercado pet continua em expansão moderada, mas firme, puxado pela busca de produtos nutricionalmente mais completos para cães e gatos, sinalizando nicho de maior valor agregado para a indústria.

Riscos externos e sinais de tendência no horizonte

Apesar do cenário positivo, a cadeia acompanha de perto eventuais barreiras comerciais, como as restrições chinesas à carne bovina, que podem mexer na demanda por insumos. Ainda assim, Zani vê o triênio 2024-2026 como fase de crescimento gradual apoiado por todas as cadeias de proteína animal.

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Na prática, a trajetória sinaliza estabilidade de fornecimento, previsibilidade de custo e oportunidade para ajustes finos na formulação de dietas, fator que pode elevar produtividade e reduzir desperdício ao longo da cadeia. Para ficar por dentro de tendências que conectam eficiência econômica e tecnologia no campo, acesse nossa editoria de lavoura digital e econômica.

Crédito da imagem: Forbes Fonte: Forbes

Francisco devruk

Francisco

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